domingo, 13 de fevereiro de 2022

‘OS FILHOS DE MÃES ABUSIVAS SÃO DUPLAMENTE ABUSADOS’
‘Uma vez quando ocorre e outra quando ele diz a verdade sobre a sua genitora.’

(Linda Martinez-Lewi, PhD)

Quando nós explicamos que nossa mãe é abusiva, somos logo condenados pela maioria das pessoas, o responsável por isso é o mito do amor materno.
A gente sofre com a condenação da sociedade perante isto, já não é mal o suficiente ter uma mãe assim?

Mas quer saber? Eu pessoalmente me sinto orgulhoso por ter exposto o inferno em que minha mãe transformou a minha vida - SOBREVIVENDO NO INFERNO.
E no fundo o inferno também é outro, cinge-se na condenação da sociedade, sou "condenado" porque "mãe é mãe", então vou deixar bem claro: Mãe não faz o que ela fez, mãe respeita.
Acontece que para essas pessoas, é mais fácil eu ser um filho "ingrato", "desnaturado", do que ter uma mãe que me tratou feito lixo, me destruiu emocionalmente.

Agora não pensem que vai ficando mais fácil, o jeito é aprender a ter que viver com isso, ter coragem, tentar me preservar acima de tudo, sem ceder a pressões.
O que mais posso eu fazer para além da verdade? Essa é a história de vida que carrego.

Aprender que é bom e, até mesmo desejável, compartilhar o que está sentindo é um grande passo para desfazer os danos causados por mães abusivas. – Dr. David Mc Dermott

sábado, 5 de fevereiro de 2022

MÃES ABUSIVAS (COMO A MINHA) SÃO NOCIVAS
Essas mães são tóxicas, elas nos fazem mal.

Infelizmente, vivemos uma cultura onde para os filhos existe o dever de “gratidão incondicional”, tenham eles sofrido males cruéis, relegados a negligências de toda ordem, nem por isso lhes é lícito ter raiva daquela que o gerou e o trouxe ao mundo.
Pois é, para quem foi vítima de uma mãe abusiva resta a condenação social, afinal levamos na cara que "mãe é mãe" como se isso permitisse tudo e justificasse tudo.

Nem podemos falar mal dela por que ninguém gosta de gente que fala mal da própria mãe, embora a mãe possa insultar, maltratar, violar, abusar (e não falo no sentido sexual, mas sim emocional, psicológico), e temos de aguentar porque "mãe é mãe”.
Nós somos educados na noção do “dever" para com as mães e quando contamos nossas histórias encostam-nos à parede e tentam nos calar, mesmo em relação a situações absurdamente injustas e inimagináveis.

É . . só quem tem uma mãe abusiva sabe o quanto é difícil viver com pessoas assim, e não, não curamos, o estrago é grande demais, não tem como curar, somos aleijados emocionais, seguimos como podemos, aos tropeços, cheios de cicatrizes.
E quem sobrevive a tudo isso ou desenvolve mecanismos complexos e autocastradores para manter a relação com a mãe, com grandes custos em termos de autoestima e valores, ou arrisca-se a sofrer desaprovação e rejeição.

Sabe, a minha mãe destruiu a minha autoestima, conduziu-me a uma depressão; sobrevivi - SOBREVIVENDO NO INFERNO - mas para manter alguma sanidade é preciso manter uma distância.
Porque não há mesmo outra maneira de viver a não ser à distância, é muito triste mas é uma solução, pior seria se não houvesse nenhuma.

Não espero nem quero um pedido de desculpas, afinal, eu já a confrontei e ela não se importou, mas quero viver bem, longe dela, gente assim não é mãe.
Eu estou definitivamente de costas viradas para ela, pelo abuso psicológico, pelo abandono emocional, pela exclusão e pela falta de respeito e consideração com que me tratou.
A minha mãe me levou ao limite, mas conhecendo eu a personagem, ela é a grande mártir e eu o grande ingrato.

Uma das razões pelas quais uma mãe trata mal um filho é que certamente ela não é capaz de oferecer uma coisa que nunca teve. – Polyana Luiza Morilha Tozati, psicóloga.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

EU E DUAS FILHAS E NOSSAS TRÊS MÃES ABUSIVAS
Três histórias reais.

'Quando alguém me pergunta pela minha mãe eu faço um silêncio enorme e digo que sou orfã de mãe viva. Não tenho nem nunca tive uma verdadeira mãe.
Aprendi mesmo que tardiamente que ela nunca vai tomar consciência e muito menos se arrepender dos males que me causou e não sei se vou conseguir fechar a ferida, acho que nunca.’

'Tenho a dificuldade da validação do abuso psicológico; como validar que a minha ansiedade, depressão, disturbios do sono e outros sintomas foram causados pelo comportamento da minha mãe?
O que fazer nesse caso quando a mãe é emocionalmente abusiva, ainda mais que acontece apenas comigo, enquanto os outros são protegidos e até fazem o que querem?'

Parecem trechos da minha história. O que não faltam são mães abusivas que sugam as nossas energias, muito triste isso, e o pior é que não sabemos o motivo pelo qual elas nos tratam dessa forma.
Olha, infelizmente para quem vive uma relação assim é comum sentir-se impotente, nem todos vão validar a sua dor, mas basta apenas uma busca rápida na internet para saber que já somos milhares.

Bem, é como diz o ditado: Mãe só tem uma, e pessoas como nós tiveram muito azar com aquelas que a vida nos deu.
A minha pôs a vida e as necessidades de outras pessoas antes das minhas, foi incapaz de perceber as necessidades do filho único, anulou fronteiras, cedeu meu espaço, me desrespeitou e me deixou como um cão vadio na rua - SOBREVIVENDO NO INFERNO.

Não espere que todo mundo entenda a dor que você suporta sendo filha de uma mãe abusiva, a ideia é difícil de compreender para a maioria das pessoas. – Danu Morrigan

Somente quem tem uma mãe abusiva consegue conceber o verdadeiro impacto desta influência maligna. – Michele Engelke

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

MÃES ABUSIVAS (COMO A MINHA) NÃO ADMITEM, MAS ELAS FALIRAM COMO MÃES
Elas não apóiam, não dão abrigo, ao invés de proteger, maltratam, infernizam.

Vocês não imaginam o que é ter uma mãe incapaz de exercer o papel de mãe; eu falo de princípios, ética, respeito.
Afinal, foi aqui nessa casa que meus direitos foram violados, aqui me senti acuado, intimidado, por aquela que deveria me preservar - SOBREVIVENDO NO INFERNO.

Sabe, atitudes abusivas marcam um filho para a vida toda, uma escolha errada é capaz de mudar a relação inteira ou até mesmo colocar um fim nela e destruir emocionalmente a gente.
A propósito, no que se refere aos danos emocionais, quando voltei a morar nesse ambiente disfuncional, de abandono, de exclusão, já existiam feridas abertas, mas elas foram purgando cada vez mais.
Então veio a consequência: Passei a viver num estado de estresse crônico, aqueles comportamentos inadequados e atitudes perversas cobraram um preço de lá para cá.

Em tempo: Os profissionais recomendam que buscar ajuda e tomar todas as medidas cabíveis, são fundamentais para recuperar a saúde mental e emocional.
E por falar nisso, circula por aí uma frase que diz: 'a nossa "conta" da psicóloga deveria ser enviada as nossas mães', isto surgiu devido aos inúmeros traumas causados nos filhos por suas progenitoras.

A maternidade não exime a criatura gestora de cometer abusos. – Ana Gabriela Costa, psicóloga.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

PERGUNTAS PARA ÀS MÃES: VOCÊ É UMA MÃE BOA?
Ou será que você é uma mãe má?

E o que é preciso para ser uma boa mãe?
A psicóloga Erika Ribeiro, vai explicar.

‘Você é uma boa mãe quando seu filho vêm em primeiro lugar (porque ninguém que diz amá-la pediria o contrário).
Quando segue o bom exemplo de outras mães como fonte de inspiração.
Quando trata de melhorar continuamente.
Quando o que mais lhe importa é a felicidade e necessidades do seu filho.'

Bem, no imaginário coletivo todas as mães são sempre boas, porém existem as mães más, ruins, perversas.
Sim! Existem mães más! A minha é uma delas - SOBREVIVENDO NO INFERNO.

É preciso desmistificar o conceito de que toda mãe é boa. Algumas, de fato, são, outras, não. – Erika Ribeiro, psicóloga.