sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

PERGUNTAS PARA ÀS MÃES: VOCÊ É UMA MÃE BOA?
Ou será que você é uma mãe má?

E o que é preciso para ser uma boa mãe?
A psicóloga Erika Ribeiro, vai explicar.

‘Você é uma boa mãe quando seu filho vêm em primeiro lugar (porque ninguém que diz amá-la pediria o contrário).
Quando segue o bom exemplo de outras mães como fonte de inspiração.
Quando trata de melhorar continuamente.
Quando o que mais lhe importa é a felicidade e necessidades do seu filho.'

Bem, no imaginário coletivo todas as mães são sempre boas, porém existem as mães más, ruins, perversas.
Sim! Existem mães más! A minha é uma delas - SOBREVIVENDO NO INFERNO.

É preciso desmistificar o conceito de que toda mãe é boa. Algumas, de fato, são, outras, não. – Erika Ribeiro, psicóloga.

domingo, 2 de janeiro de 2022

‘PRECISAMOS FALAR SOBRE RELACIONAMENTO ABUSIVO MATERNO’

‘Parem de santificar as mães. Parem de romantizar a maternidade.’ 
 (Caroline Rigoti)
‘Em primeiro lugar eu quero deixar bem claro que esse post não nasceu do dia para a noite, são mais de 20 anos passando por isso, são anos tentando passar por terapias que não deram certo.
Em segundo lugar, foi preciso muita coragem para publicar esse texto, já desabafei e ouvi muito desabafo por aí, são quase 3 anos conversando e ouvindo diversas pessoas, em especial mulheres, sobre o assunto.

Ninguém quer desromantizar a maternidade, ninguém quer assumir que mães podem ser abusivas e causam grandes prejuízos na vida dos filhos.
Ninguém quer assumir que maternidade não é uma porra divina e sim uma situação em que algumas mães usam pra poder nos punir e nos prender, e cabe a nós não nos transformarmos nesse inferno, dessas diabas abusadoras.

Acontece que mães abusivas existem, pouquíssimas pessoas falam, a maioria prefere se agarrar na romantização da maternidade a aceitar que isso existe.
Sabemos que é do interesse de muita gente que a maternidade continue romantizada, mas não é isso que precisamos.

Precisamos ser conscientes, precisamos falar sobre essas mulheres problemáticas que certamente estão afetando vários filhos enquanto você lê este post.
Por isso mesmo precisamos falar sobre abuso materno, não podemos esperar o mundo ficar pronto para isso, não mais, portanto, se te incomoda, reflita, pesquise a fundo.’

Sim, precisamos falar sobre isso, esse é o momento de todo mundo parar e nos ouvir, aprender com nossas histórias - SOBREVIVENDO NO INFERNO - refletir e reconhecer que mães podem ser abusivas.

Defeitos todo mundo têm, abuso vai muito além disso. Parem de romantizar relações abusivas. Vocês não conhecem a mim e muito menos a minha mãe. – Anonymous

sábado, 25 de dezembro de 2021

TRÊS MÃES ABUSIVAS, TRÊS FILHOS, TRÊS HISTÓRIAS
Três feridas em comum.

Sabe, em nossa mãe queremos encontrar apoio, conforto, amor e segurança, mas há um grupo de pessoas, me incluo nesse meio, que tem um vazio, pois possuem feridas maternas.
Então como ponto de partida, vou compartilhar os desabafos da Ludmila, 31 anos e S.L., 30 anos, esta em uma reportagem para a revista ISTOÉ, que também não tiveram o esperado amor incondicional de suas mães.

'Mãe, outro dia você disse que “algo quebrou” dentro de você, por eu ter vomitado algumas verdades; saiba que dentro de mim algo vem se quebrando há anos, gradativamente.
Eu estava quebrada, cheia de sequelas, e não conhecia a maior das causas, hoje eu conheço.
Quem tem ou teve uma mãe amorosa pode achar loucura e eu já achei que isso não era possível de acontecer, mas eu tenho marcas e cicatrizes causadas por você.
Pode não ter tido violência física, mas foi um relacionamento abusivo, é isso que tem pesado para mim e não é por culpa minha, não.’

'Me falaram que o que vem de uma mãe pode levantar ou derrubar um filho e é verdade.
Algo precioso quebra dentro das pessoas que descobrem que sua mãe é o real motivo dos seus problemas.
Em mim quebrou, mas isso foi libertador também, tirei todas as culpas das minhas costas depois de ver que a minha é que me causava problemas.'

Pois é, quanto mais a gente descobre a causa, mais um peso enorme vai sendo levantado dos nossos ombros, eu fui excluído, sofri abuso emocional, a minha mãe me abandonou, me expulsou porta fora - SOBREVIVENDO NO INFERNO - e a culpa não é minha.
Também aprendi, com a psicanalista Virginia Coser, que assumir que a culpa não é nossa pode ajudar na superação dessas feridas.

As vítimas de mães abusivas não são culpadas de nada, não é culpa delas que foram abandonadas, enganadas, manipuladas, atraiçoadas, elas não tem que ser apontadas, não é culpa delas. – Maycoln Teodoro, prof. de psicologia.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

MÃES ABUSIVAS (COMO A MINHA), FILHOS ADULTOS E CASAS DESTRUTIVAS
A gravidade do problema de voltar a morar em ambientes nada saudáveis.

As pessoas voltam para casa por várias razões, voltam porque não tem mais para onde ir, voltam por questões financeiras, enfim, muitos filhos se separam e caem na armadilha de voltar a morar com as mães em um lugar disfuncional.
Pois é, sem dinheiro, três mulheres, L., Flavia Dias, 30 anos e Tamiris Dalcol, 27, contam como estão vivendo essa situação, em um desabafo para a psicóloga Daniela de Oliveira, vejamos.

‘Não deveria existir problemas em voltar a morar com nossas mães, porque dificuldades na vida acontecem, porém, psicológicamente, essa volta mexeu com a gente.
Não imaginei que seria uma coisa tão difícil, falta meu espaço, minha autonomia, enfim, tudo.
Foi um processo difícil e dolorido, viver com a minha mãe novamente é estar sob constante estresse e ter de lidar com crises de ansiedade.
Minha mãe sempre foi muito abusiva e agressiva, mas ela só era assim comigo, isso sempre me deixou confusa, conta L. que prefere não revelar nem idade nem profissão, por medo de ser identificada pela mãe, com quem voltou a viver depois de ficar desempregada.'

Impressionante como as historias se cruzam com as nossas, como outras pessoas sofrem as nossas dores de formas semelhantes, exatamente como me sinto.
Eu sei o que é perder privacidade, espaço . . meu quarto, meus móveis, minha cama, meu colchão e até a minha paz interior.
Vivo isso tudo há muito tempo, é lugar comum para mim, é que, de uma maneira, a minha vida “acabou” quando voltei para essa casa.

Os limites pessoais, o direito à privacidade, não são respeitados quando se tem uma mãe como a minha (eu já peguei ela olhando pelo buraco da fechadura).
Mães assim são pessoas extremamente invasivas e opressoras, que querem ter total controle sobre a vida de seus filhos, mesmo quando adultos.
E ‘até mesmo uma criança de três anos tem que ter sua privacidade e sua individualidade’, nos lembra o psicológo do site MundoPsicologos.

Flavia, L., Tamiris, sabe por que sou tão mais feliz longe de casa? Por que eu odiei voltar? Por que meu sonho é mudar dali para nunca mais ter que lidar com essas coisas?
Porque o que os outros chamam de inferno, eu chamo de casa - SOBREVIVENDO NO INFERNO.

Morar com uma mãe abusiva nunca é de graça, você pode não pagar com dinheiro, mas paga com sua saúde mental. – Michele Engelke

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

MÃES NORMAIS E SAUDÁVEIS (NÃO É O CASO DA MINHA) COLOCAM O FILHO EM PRIMEIRO LUGAR
Mães abusivas, podem transformar a vida do filho em um inferno.

Aquela imagem do amor incondicional de mãe nem sempre é o modelo real para algumas pessoas, assim começava o desabafo de uma mulher chamada Gizélia Oliveira, sobre o assunto que eu tenho aqui exposto com bastante expressividade.

'Mães quebradas existem e não são raras, elas podem estar em qualquer lugar e em qualquer família.
Algumas possuem a capacidade de destruir a vida da gente, elas dão tratamentos distintos aos filhos e escolhem um bode expiatório, e acredite, elas conseguem nos culpar por isso.'

O que me levou a pensar na minha família e, em especial, em minha mãe, uma mãe perversa, cruel, que trata melhor outras pessoas do que o próprio filho (único) - SOBREVIVENDO NO INFERNO.
Sabe, a maioria das mães ao perceberem que estão ferindo os filhos buscam formas de atenuar ou resolver os possíveis danos.

São as mães emocionalmente saudáveis, que conseguem perceber o impacto que as atitudes delas podem causar na vida dos filhos.
Mas a minha, é uma mãe emocionalmente abusiva, que nunca esteve preocupada comigo.

Libertar todos os envolvidos nessas sombrias e destrutivas tramas maternas é iluminar o caminho de redenção dessas famílias. – Polyana Luiza Morilha Tozati, psicóloga.