sábado, 14 de novembro de 2020

MÃES EMOCIONALMENTE ABUSIVAS

Uma completa destruição emocional.
Tenho orgulho de falar abertamente sobre mães abusivas.

Mães abusivas podem não matar literalmente, mas assassinam a autoestima, as esperanças de seus filhos.
Filhos de mães abusivas são destruídos psicologicamente.

O psicanalista Atayde Melo Jr aborda o tema.
'Nem sempre o tempo cura as feridas, a pessoa que deveria te amar abusou emocionalmente de você?
É muito importante que você saiba que sua dor e sua raiva são justificáveis.
É imperativo que você se lembre do sofrimento que ela te causou.'

E é sobre isso que eu quero falar.
Sobre ela, sempre citada aqui, a pessoa repugnante capaz de atos abomináveis, coisas atrozes, ações cruéis, perversidades, que acredita não ter importância causar dor em um filho.

Parabéns por durante todos esses anos desmoronar com a minha vida.
Que você seja “recompensada” por cada trauma, cada palavra dura, cada desaprovação, cada enxurrada de lágrimas choradas. O nosso “relacionamento” é o combustível do meu sofrimento.
O nosso “relacionamento” é o combustível do meu sofrimento.

Pois é, o mundo está cheio de mães abusivas com rostos amigáveis e filhos com cicatrizes, eu sou um deles.
Se eu pareço amargurado, é porque isso (SOBREVIVENDO NO INFERNO) dói, então eu sei que não estou louco.

Está mais do que na hora de conversar a respeito disso: a mãe não é um ser sagrado, ela é mãe, mas pode cometer erros e ser abusiva. – Michele Engelke

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

COMO LIDAR COM UMA MÃE TÓXICA?

O que um relacionamento tóxico faz com um filho?

‘Como lidar com uma mãe que se torna tóxica para nós e para nossa vida?
Que outra palavra melhor que tóxicas para descrever mães que causam constantes traumas, abusos e dores em seus filhos?‘

Quem apresenta as questões acima é Susan Forward no livro Pais Tóxicos, um livro incômodo.
A autora, conhecida dos leitores brasileiros por um outro best-seller teoriza sobre o assunto e dá uma classificação clara de tipos de violência na relação pais-filhos; vejamos.

‘Comportamento inadequado, abuso verbal ou ter atitudes cruéis é ser uma mãe tóxica.
Enquanto em algumas famílias a moeda de troca da relação mães-filhos é o amor, o respeito, a independência, em outras o tom dominante é o da dor.
Reuni e analisei casos de pessoas cujas mães têm padrões negativos de comportamento na vida dos filhos.
Esses padrões vão penetrando e arruinando os relacionamentos.
Tal qual toxina química, os danos emocionais se espalham e o sofrimento aumenta em intensidade a cada ano vivido.‘

Acredite, eu sei muito bem o que é isso, eu sai traumatizado dessa convivência, lidar com mães tóxicas é muito complicado e devastador para os filhos, é uma das experiências mais amargas que alguém pode ter.
Sabe, é um sofrimento interno, é algo que ela, a pessoa repugnante capaz de atos abomináveis sempre citada aqui impôs, não algo que brotou dentro de mim (vide SOBREVIVENDO NO INFERNO).

Existem muitas mães tóxicas, elas vão despejando essa toxidade nos filhos de várias maneiras. – Anahy D’Amico, psicóloga.

domingo, 1 de novembro de 2020

'NEM TODA MÃE É BOA

Isso é um tabu que tem que ser quebrado’.*

Mais uma vez deixo para a psicanálise a tentativa de explicar que existem mães abusivas, como essa mulher - abominável, repugnante, capaz de coisas atrozes, ações cruéis, perversidades - sempre citada aqui, que acreditam não ter importância causar dor em um filho.
Quem esclarece é *Silvia Rawicz, psicóloga, em entrevista ao Fantástico em 01/10/2017.

'NEM TODA MÃE É BOA não é uma frase de ódio, mas uma verdade absoluta, apenas aceitem!
Eu carreguei você por 9 meses, eu te dei a vida. Esse é um discurso típico que muitas vítimas de mães abusivas são obrigadas a ouvir.
Contudo, carregar por 9 meses e dar a vida não dá o direito de abusar, não é um passe-livre para maltratar e também não é algo que a vítima tenha que “pagar”.
Mães abusivas/tóxicas acreditam numa dívida eterna dos filhos, onde a conta nunca será paga.
Elas cobram a hospedagem, a comida, o (falso) afeto, o cuidado (negligenciado) e o (falso) amor.
Mães abusivas/perversas criam filhos problemáticos e muitos irão despejar sua amargura ao redor, respingos que atingem toda a sociedade.
A sociedade aceita que uma “mãe” maltrate um filho e fale mal dele, já o contrário é considerado ultrajante, desrespeitoso e tabu.’

Pois é, a luta contra o abuso materno é vista como um tabu, enquanto atitudes abusivas são facilmente aceitas.
Infelizmente, a sociedade tem muito esta mania de dizer "ah mas é tua mãe", aí acrescentam: coloque panos quentes e deixe o assunto pra lá.

Não! É o momento de todo mundo parar e ouvir quem precisa falar, aprender com as histórias, refletir e reconhecer que nem toda mãe é boa.
E também à necessidade das pessoas não só fomentarem como se educarem sobre essas questões, que são de extrema importância.

Eu não estou preocupado com consequências do que falo porque estou falando os fatos, não estou inventando (SOBREVIVENDO NO INFERNO).
A sociedade tem que parar de aceitar isso como qualquer coisa normal, e minha voz de resistência não vai se calar perante um absurdo desses.
Não aceito e não vou me calar, sou uma voz, sou inquieto e não vou me calar perante esse tipo de coisa.

Meu terapeuta acha que eu deveria enviar um cartão de Dia das Mães para minha genitora. Acho que está na hora de mudar de terapeuta. – Letícia Lanz

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

ABUSO MATERNO

Psicologicamente não há nada mais desgastante.
Já são diversos textos que escrevi aqui no blog, desde relatos e depoimentos sobre relacionamentos abusivos, até sobre toxidade.

É uma série sobre abusos, estes, permeiam as narrativas.

Na verdade, a realidade que vivo pode ser considerada como um abuso piscológico, e sobre isso que desejo falar nesse texto.
Uma relação materna nada saudável, é preciso dizer.

Mas como alerta Corrine Barraclough: ninguém quer falar sobre mães abusivas, a sociedade está em total negação para o fato de que as mães nem sempre são vítimas.
Fomos condicionados a acreditar que a maioria das pessoas que cometem abusos são pais, mas isso não é verdade.

A psicóloga Anahy D’Amico confirma: é um tabu na nossa sociedade mães que não gostam dos seus filhos, as pessoas não aceitam ouvir isso.
É inadmissível uma mulher que não ama o próprio filho, é violento, dói “fisicamente” em quem escuta.
Do mesmo jeito que uma mãe não revela nem sob tortura que gosta mais de um filho do que do outro, só que isso é muito mais frequente do que a gente imagina.
Os consultórios estão cheios de pessoas com buracos negros na alma, dores emocionais enormes pelo desamor, é um dos processos psicológicos mais difíceis de se cuidar.

Sim, os danos emocionais causados por essas mães se espalham pela nossa cabeça.
Sabe, dói muito, a maioria das minhas recordações são nefastas.

Reviver toda a opressão, as omissões, as culpas que me foram atribuídas é realmente algo que me faz sofrer.
Atitudes recorrentes que me tornaram uma pessoa infeliz, amargurada e sem auto-estima.

Dói relembrar cada momento cada gesto e se dar conta que não são normais, não foram normais e que eu não mereço ser tratado da forma como eu fui (SOBREVIVENDO NO INFERNO).
Quando você é amado não há espaço para coisas assim.
É isso, por tudo que ela (a pessoa repugnante capaz de atos abomináveis sempre citada aqui) me fez, todos os dias tenho de lutar contra a minha revolta, todos os dias luto contra esse vazio que ficou.

Se você aprende que nem toda mãe é boa, diminui as chances de sofrer abuso por muito tempo. – Micheje Engelke

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

QUEBRANDO O TABU: A DESSACRALIZAÇÃO DA MATERNIDADE

É inadmissível uma mulher que não ama o próprio filho*.

(Vídeo: 04:22)

O programa Casos de Família abordou o abandono familiar e deu a filhos a possibilidade de questionarem a maternidade, o que gerou um grande debate sobre a falta de amor pelos filhos.
Após ouvir as queixas dos participantes a psicóloga *Anahy D’Amico criticou as chamadas “mães tóxicas”.

Pois é, escrevi duzias de textos sobre esse assunto, transcrevi citações de autoridades com conhecimento científico de psiquiatria, psicologia, sociologia, etc. – até número de registro no C.R.P. – no assunto, enfim.
E, o que os relatos desse blog podem nos dizer sobre essa senhora abominável, repugnante, sempre citada aqui?
Memórias são expostas e relatos potentes são ditos, e assim vai se ganhando detalhes sobre o fatídico dia que move a minha história (SOBREVIVENDO NO INFERNO).

Bem, não é difícil descrever a dinâmica deficiente da minha relação com ela, mas desde aquela mudança ela fez coisas perversas, horrendas e outras inclassificáveis, passou a exibir comportamentos cruéis e nada civilizados.
Vou definir a situação: Um verdadeiro caos, uma dinâmica de relacionamento onde eu estava sempre errado.
Tudo virava um pandemônio e era abuso atrás de abuso, mesmo que discreto.

É interessante (triste soa melhor) observar que episódios como aqueles mostram que ela acha que tomar atitudes assim é inteiramente normal.
Afinal, quando confrontada não reconheceu seus erros.

Conviver com alguém capaz de atitudes assim, que põe a sua autoestima no chão feito trapo não é saudável.
Uma relação assim não pode ser denominada amor, mas sim tóxica.

Quando quem mais deveria te amar faz questão de te lembrar dia após dia que o preferido não é você mas sim filhos de outras pessoas, significa que algo de muito errado está acontecendo.
Ser excluído assim pela mãe te faz sentir que tem algo “errado” com você, algo ruim, não sou amado, ainda sinto.

Sabe, essa relação é destrutiva, sobretudo para mim, que fui me perdendo de mim mesmo.
Quando voltei para esse lugar disfuncional me vi olhando pela janela e pensando como seria o futuro ao lado de alguém que me faz chorar, que faz sofrer.

O fato de eu me olhar no espelho e não ver mais brilho em meus olhos é como um lembrete de todas as minhas angústias, noites de choro, traumas internos.
Então, fica um aprendizado dessa história: Se você é mãe, nunca faça nada que essa mulher fez comigo, porquê isso apenas me fez sofrer, nada mais além de chorar e ter de viver em um inferno até hoje.

Mães tóxicas são tão ruins quanto pais ausentes, mas poucas pessoas estão preparadas para essa discussão. – Samara