sábado, 9 de junho de 2018

NÃO SERIA À HORA DE SE LIBERTAR DE TANTA OPRESSÃO DO PASSADO?

Não posso ignorar o problema, ignorá-lo não o fará sumir.
O conceito opressão apresenta dois níveis diferenciados.
O primeiro como uma ação na qual a pessoa é submetida por outras, por outro lado, é como uma sensação na qual a pessoa apresenta um mal-estar psicológico.

O processo psicossomático é a situação mental que atinge o corpo, este mecanismo psicossomático é aplicado ao conceito da opressão.

E em qualquer de suas manifestações tem a seguinte dinâmica: Há algo ou alguém que causa um efeito negativo no outro e este efeito pode ser uma situação, um abuso físico, psicológico, etc. (os motivos no meu caso foram as escolhas dessa senhora aqui - vide SOBREVIVENDO NO INFERNO).

De qualquer forma, o ser humano necessita sentir-se livre, interiormente como também exteriormente.
Ao longo da história já ocorreu todo tipo de batalha contra as diversas formas de opressão.

A opressão nunca conseguiu suprimir nas pessoas o desejo de viver em liberdade. – Dalai Lama

quarta-feira, 6 de junho de 2018

O QUE APRENDI SOBRE DAR E RECEBER

E como isso me ajudou a não desistir de tudo.
Quanto mais você dá, mais você recebe.
Ela me deu um lugar pra chamar de lar, para querer chamar de lar (vide ONDE VOCÊ MORA?).

Ela me deu uma coisa que eu não tinha desde que . . desde aquela noite devastadora em 1998, que eu chorava a ponto de soluçar (vide SOBREVIVENDO NO INFERNO).

O que você recebe de volta não vem da mesma pessoa.
Sabe, durante aquela parte da minha vida não tive uma figura materna (vide MATERNIDADE TÓXICA) pra me espelhar, até conhecê-la.

Escrevi aqui no dia 14 de novembro de 2017 que sou eternamente grato a essa pessoa.
E acrescentei: Afirma-se que a gratidão é um sentimento muito nobre, é uma das características mais importantes da fé, por esse motivo, a gratidão a Deus e consequentemente a outra pessoa é uma das qualidades de quem acredita em Deus.
Ela me fez rir, fez com que eu sinta que tudo ficará bem, mas não posso me dar a esse luxo no momento.

Não confiem em quem perdeu a fé. – William Shakespeare

domingo, 3 de junho de 2018

O DIA EM QUE EU DORMI NA CASA DA MINHA NAMORADA

Saber diferenciar o privado é a base para ter relações pessoais positivas.
Dormir com a namorada ou namorado no mesmo quarto pode parecer privilégio de pessoas mais velhas, independentes, que moram sozinhas, mas não é, muitos adolescentes já conquistaram o direito de levar os namorados para dormir no mesmo quarto na casa dos pais.
André, 18, pediu para a mãe deixar a namorada dormir em casa numa noite em que voltavam tarde de uma festa; perguntei se ela poderia ficar e minha mãe topou, disse ele.
Helen, 17, cujo namorado mora em outro estado também conquistou essa liberdade; ele queria me visitar, mas não tinha onde ficar, comentei com meu pai que sugeriu que ele ficasse aqui, disse ela.

Essa publicação na Folha de São Paulo chama atenção para outra situação: ‘Quando não há uma boa reflexão os pais podem até topar em um primeiro momento, dão um passo à frente para, depois, dar mais dois para trás (passei por isso, vide INTIMIDADE), são atitudes que desencadeiam discussões em família, o relacionamento com os filhos, que era bom, vai ficando contaminado.
É o que afirma Maurício de Souza Lima, medico especializado na saúde de adolescentes (USP).

Vou contar o que vivenciei (o termo se refere a uma experiência de vida que deixa marcas em uma pessoa de maneira duradoura) a respeito.
Claudia, a primeira namorada depois do termino do meu casamento, ligou chamando para vermos um filme na casa dela, as horas passaram, e quando decidi ir embora, preocupada insistiu que eu dormisse lá.
Perguntei se isso não causaria algum problema em relação à mãe dela, me disse que não, e que só iria avisá-la.

Agora entra outra personagem nessa história, ou melhor, a falta dela, a porta do quarto (assunto de VOU REPOR TUDO O QUE PERDEU, EU PROMETO), que foi retirada por causa de cupins, tendo sido colocada em seu lugar uma cortina, provisoriamente.
Conversamos e fizemos sexo, em silêncio, eu estava tenso, mas ela disse: Relaxa, minha mãe respeita minha privacidade.

Adormeci com inveja da Claudia; na manhã seguinte voltei para esse lugar abominável.
Isso tudo desperta muita coisa que tento esquecer (vide SOBREVIVENDO NO INFERNO).

Toda a arte de viver consiste numa boa combinação entre o que se esquece e o que se conserva. – Henry Ellis

terça-feira, 29 de maio de 2018

EU NÃO QUERO CAFÉ, NÃO QUERO A CORDIALIDADE, EU QUERO A VERDADE

A verdade se revelará, é sempre assim.
Eu costumava pensar, tempos atrás, que entendia o mundo no qual vivemos, porque havia verdades fundamentais que eu acreditava serem verdadeiras.

Costumava dormir feito um bebê, até essa senhora aqui fazer as escolhas erradas (como contei na crônica abaixo), e me tomar praticamente tudo (em SOBREVIVENDO NO INFERNO).

Conversas sobre perdas (inspiradas no texto da Dra. Ana Claudia Quintana Arantes):

– É tão presunçoso a ponto de só acreditar nele quando ele diz o que você quer ouvir?
Apesar do pragmatismo intransigente como ele faz o seu relato, firme, e que não dá margem para dúvidas, retratado com tanta força e tenacidade;
Deduzindo, tirando conclusões sem saber ao certo o que é?
Meu caro, quando abrimos a mente para o impossível às vezes descobrimos a verdade.
Eu sei a verdade, e isso me basta. Eu vou apoiá-lo, não importa o que falem dele.
– Por quê?
– Porque é o que se faz quando você acredita em alguém.

Sou pela verdade não importa quem a diga. Sou pela justiça não importa a quem seja a favor ou contra. – Malcolm X

domingo, 27 de maio de 2018

PESADELOS RECORRENTES* DOS QUAIS AINDA SE PRECISA ACORDAR

* Que ou o que parece retornar ao estado ou ponto de origem.
Vocês sabem como é acordar, e só por um instante pensar que tudo é como era?
Então vocês percebem que não é, que o pesadelo que tiveram, era real.
Conseguem imaginar como isso seria?
Ter esse, esse buraco nas suas vidas?

Sei como é ter um buraco na minha vida, está lá desde que essa senhora deu meu quarto, minha cama, meu colchão, me restando um colchonete, um travesseiro, um lençol (detalhes em SOBREVIVENDO NO INFERNO) e até isso me foi tomado.
Se ela não tivesse feito escolhas erradas eu teria uma ‘vida’ ao invés de nada, podem entender como é ser assim?
Sentir a perda que senti?

Como esperam que eu ignore isso?
Vocês percebem o que ela fez comigo?
Não sei que tipo de mãe faz isso, mas a Dr. em Psicologia Clínica, pós graduada em Neuropsicologia e fundadora do Centro de Psicologia em Madrid, Olga Carmona, nesse artigo aqui - Síndrome da genitora tóxica: por que minha mãe não gosta de mim? Diz que é necessário tomar consciência e dar nome àquilo que nos afetou, por mais difícil e brutal que isso seja, assumir sem culpa nenhuma que mãe não se escolhe. O ideal é criar distância emocional e física.

A minha Amiga especial L. D. já citada aqui, acredita que as coisas acontecem por uma razão, mas eu não consigo aceitar que tenha razão pra isso.
Ou às vezes tudo o que resta é aceitar o que aconteceu, tentar lidar com isso, e confiar que existe sabedoria por trás daquilo que não entendemos?
Bem, vou guardar essa reflexão para outro texto.

Não há maior pesar que recordar com tristeza uma época em que fomos felizes. – Dante Alighieri