terça-feira, 24 de agosto de 2021

O QUE UM RELACIONAMENTO COM UMA MÃE PERVERSA FAZ COM UM FILHO?

Nós explicamos para você.
Relacionamentos com mães perversas causam traumas, dores e feridas nos filhos.


Nerea Babarro Rodriguez, psicóloga, esclarece que em muitas ocasiões, as pessoas não querem identificar as relações de mães perversas com seus filhos, e ainda menos o dano inimaginável que podem causar no dia a dia deles.
Essas mães são as que geram muito mal-estar nos filhos, quer consciente quer inconscientemente produz consequências negativas para eles.
Tais como: o nível de estresse negativo dele aumenta quando está com ela. Ela costuma fazer com que ele se sinta mal. Ele sente como ela absorve a sua energia. Provoca que a autoestima dele diminua.
Uma relação saudável provoca tudo menos isso.

Essa é a relação que não ajuda o filho a crescer como pessoa e, para além disso, piora a vida dele, nela há características como manipulação da autoestima, uma das partes sofre mais do que desfruta e padece um grande desgaste emocional, pelo simples fato de permanecerem juntos.
Também podemos detectar nessas relações uma presença repetitiva de críticas, ameaças, mesmo que veladas, abusos psicológicos, vitimismo.
Comportamentos como esses são destrutivos e deixam marcas, porém, muitos destes comportamentos são "protegidos” e “justificados” socialmente pela "autoridade" que as mães possuem, afirma ela.

Sabe, é um tipo de vivência muito comum entre mães e filhos, a minha experiência de muitos anos de relacionamento com uma mãe perversa é prova disso, isso destrói a vida da gente - SOBREVIVENDO NO INFERNO.

É muito importante observar e saber quando o mal está vindo do próprio lar. – Tatiana Ades, psicanalista.

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

ASSUMINDO SEM CULPA NENHUMA QUE MÃE NÃO SE ESCOLHE
Histórias que metem o dedo em feridas e tabus.

Essa história é sobre um filho, que há muito pensava em como sua mãe por algum motivo abriu uma porta na vida dele e deixou todas as coisas ruins entrarem, desde então, ele se tornou alguém amargurado, mas não perdeu o sentido de justiça.
Para aqueles que ousarem se aventurar pela narrativa, o rio torna-se mais fundo do que aparenta, saber que a história contada de fato aconteceu dá a real dimensão do que essa crônica representa.

Conte algo ruim que sua mãe fez que marcou sua vida para sempre.
A minha história começa com uma mudança de endereço que devastou a minha vida e, então, volta no tempo para mostrar o que aconteceu.
E o que aconteceu aborda cirurgicamente assuntos como o mito da maternidade, abuso e abandono psicológico e muito, muito mais.
Por muito tempo, eu busquei motivos para as atitudes dela, aqueles primeiros dias podem ser interpretados como a construção da estrutura de uma casa, eles foram a base pela qual todo o resto se desenvolveu.
Nesta casa nunca experimentei o sentimento de pertencimento, foi nela que peguei meus vários porta-retratos tirei as fotos e os joguei fora, fiquei desorientado, não queria colocá-los no chão, eu fui excluído, abandonado, abusado.
Quando a confrontei ela não se importou, como é possível uma mãe ter feito coisas horrendas e ainda assim continuar achando que nada aconteceu?
Durante esses anos outras coisas iam desmoronando na minha vida, até que eu vi que o que eu estava sofrendo era um abuso psicológico.
A partir daí, toda história parece tomar uma direção terrível, é um pesadelo dentro de outro pesadelo, acontecimentos que empurraram a me fechar em mim mesmo.
Essa casa representa sofrimento, uma história que não desejo para ninguém, cada momento que passo aqui uma parte de mim morre.

Qual foi a gota d´água entre vocês?
Foi no dia 30 de maio de 2011, num ato tresloucado e sem motivos, na frente de todos, ela me expulsou porta afora, peguei umas peças de roupas e sai desorientado, nunca havia me sentido tão desamparado na vida.
Eu me esforçava para ver uma semelhança clara entre mim e minha mãe, alguma ligação que provasse que eu saíra dela.
Foi aí que eu percebi que esse convívio mãe e filho, tão comum para as outras pessoas, não era possível para mim, o relacionamento foi quebrado de forma irreparável.
Não faço questão alguma de tê-la mais emocionalmente em minha vida, psicologicamente fico melhor mantendo essa distância emocional.
A parte visível da minha história não chega a dez por cento do que já enfrentei, têm histórias que vocês sequer sonham, sobrevivi - SOBREVIVENDO NO INFERNO - mas percebo que eu seria outra pessoa caso não tivesse passado por aquilo.

Muitos filhos se separam, voltam e caem na armadilha de suas mães abusivas novamente, em muitos casos são mães que oferecem bem estar financeiro aos filhos, mas o fazem pagar um preço alto por isso. – Thalita Arruda, psicóloga.

terça-feira, 17 de agosto de 2021

NEM TODAS AS MÃES COLOCAM O FILHO EM PRIMEIRO LUGAR

A minha, pelo menos, não.
Nem todas as mães amam incondicionalmente.

Essa frase tornou-se um varal para pendurar coisas e ajustou-se à minha necessidade de escapar à romantização da maternidade.

Cansado de tanto amenizar a realidade com tons pastel, comecei a retratar a realidade de forma mais nua e crua, abandonando as convenções românticas que são tão úteis para cobrir o estado das coisas quanto são as peneiras para tapar o sol.
Eu uso esse espaço para questionar sobre atitudes e ações que parecem "normais", mas, na verdade não são.

Cada crônica minha é implacável e evidencia como muita gente finge não ver ou admitir que o amor materno não é incondicional.
Tudo que relato tem um precedente na verdade, a minha dor atravessa cada sílaba que eu escrevo.

A justificável mágoa, o rancor e ressentimento crescente se transformaram em textos em uma escalada de crônicas, e é acima de tudo um grito de revolta e justiça de um tempo de sofrimento e dor.
Então, fica um aprendizado: Se você é mãe, em primeiro lugar, você deve estabelecer integridade, suas palavras e ações devem corresponder, nunca faça nada que a minha fez comigo, porquê isso apenas me fez sofrer, nada mais além de chorar e ter de viver em um inferno até hoje - SOBREVIVENDO NO INFERNO.

Existem consequências para suas atitudes ao lidar com seus filhos, lembre-se de que existem consequências sobre o que é significativo para eles. – Quentin Tarantino

sábado, 14 de agosto de 2021

VOCÊ JÁ DEVE TER OUVIDO A FRASE: MÃES DÃO TUDO DE SI PELO BEM ESTAR DE SEUS FILHOS

Mas só que não é bem assim, existem mães e "mães".
É difícil aceitar que existam mães que não gostam dos seus filhos, por isso, para embarcar nesse mar de reflexões é preciso se despir de tudo o que foi escutado durante uma vida inteira.

Jogue tudo fora, é preciso livrar-se de todas as crenças que enfeitaram seu imaginário quando o tema em pauta é a maternidade má.

A psicanálise já descreveu características e contornos peculiares que algumas mulheres, na condição de mães desenvolvem com relação aos seus filhos.
Na dinâmica deficiente dessas relações os filhos diariamente recebem críticas, desqualificações e intolerância, independentemente de qualquer coisa.

Essas mulheres estão sempre com a razão, ou seja, nunca admitem erros; não pedem desculpas de forma genuína.
Elas não se questionam, não se perguntam se o problema pode estar nelas, sempre dizem que o problema esta no filho.

Elas torturam, e se fazem de vítimas, de coitadas, para contarem a todo mundo como o filho era ingrato e ela que fazia tudo por ele não merecia passar por isso.
Sim, essas situações acontecem mesmo e infelizmente chegam a ser comuns, pois é, nem toda mãe ama incondicionalmente, nem toda mãe coloca os filhos em primeiro lugar, a minha, pelo menos, não - SOBREVIVENDO NO INFERNO.

Minha mãe me culpou a vida inteira por ter “estragado” a vida dela (e olha que eu fui planejada). Você chega a conclusão sozinha que nem toda mulher nasceu para ser mãe e algumas de fato não deveriam ser. – Danielle Cony

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

PARA QUEM ACHA QUE TODA MÃE SEJA SÓ SINÔNIMO DE AMOR, PRECISO CONTAR QUE NEM SEMPRE

A idealização: a mãe é fonte inesgotável de amor, oculta sentimentos agressivos. – Sigmund Freud
Amor de mãe é a coisa mais incrível que existe, seja quando recebemos ou quando sentimos, mas nem para todos é assim.

Há quem enfrente um inferno entre quatro paredes, tendo a mãe como terrível algoz.
E essa ferida é muito dolorida, e normalmente é carregada por toda a vida, é uma das provas de vida mais difíceis que existem e deixa marcas eternas, é a dor que faz a alma sangrar.

A jornalista Karina, 53 anos, conta que fazia de tudo para não ter de ficar no mesmo ambiente em que a mãe.
Aqui em casa me sinto como se eu fosse um rato em uma jaula, sozinha com um leão faminto.
É horrível você conviver com alguém na mesma casa e ter que pisar em ovos para falar com a pessoa porque ela pode te fazer qualquer coisa, e magoar, causar sofrimento e dor, e você deve ficar calado para não aumentar ainda mais a pressão da fera, diz ela.

Pois é, o relacionamento que você compartilha com sua mãe pode ser devastador, tudo se origina de situações negativas e dolorosas, eu sei bem o que é isso, existe essa crueldade, quem tem uma mãe assim sabe o inferno que é.
Alguns pensam que se trata somente de uma mãe difícil, severa, mas a realidade é muito mais dura que isso, experimenta-se o inferno, pouco a pouco, dia após dia, é a receita para a destruição completa da autoestima e da vida de qualquer um - SOBREVIVENDO NO INFERNO.
Falamos em mães, pois esse transtorno acomete as mulheres e se restringe na relação que elas têm com os filhos, especialmente as filhas mulheres, mas pode acontecer com homens também, arremata a psicanalista Verbenna Yin.

Quem não experimentou o sentimento primordial do amor materno, muito frequentemente sentirá que lhe falta o amor primitivo pela própria vida. – Arthur Schopenhauer