segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

HOMENAGEM PARA UMA MÃE MÁ
Ser mãe não faz uma mulher ser boa, pessoas más também tem filhos, algumas, são mães abusivas. – Luiza Fletcher

Esse é mais um texto para homenagear a minha mãe bem como todas as mães fabulosamente más que existem na face da terra, é o relato da Vanessa Souza Nunes, confira.

"Eu não compreendia totalmente o quão cruel minha mãe sempre havia sido então tive um filho e experimentei a maternidade do meu jeito.
Que revelação, descobri que a maternidade é sobre querer o melhor para meus filhos, que era tão diferente da atitude de minha mãe.”

‘Traduzi este texto da Anne Wilson, por eu mesma ter tido uma mãe má e por assumir que não aceito a forma como ela sempre me tratou.
Nunca é tarde para nos fazermos respeitar, dizer exatamente como elas nos fazem sentir e não permitir mais aquilo que fizeram com a gente.
As pessoas confundem gratidão com dever um favor; sou grata por ter aprendido, ao longo dos anos, a amar mais a mim, a me reispeitar, antes de agradar qualquer outra pessoa.
A não aceitar relacionamentos tóxicos com seja lá quem for, incluindo minha mãe. E sei que, assim como eu, outros filhos podem decidir se respeitar e se amar acima de tudo, entendendo que quem ama não causa sofrimento.'

Vanessa, você não está sozinha, a minha mãe é má e abusiva, e eu também tenho todo o direito de me sentir afrontado com o tratamento deplorável que ela me conferiu.
Portanto, a raiva que eu sinto é coerente, então, para aquelas que serão mães que esta mãe mã sirva de alerta - SOBREVIVENDO NO INFERNO.

Há muitas, mas mesmo muitas mães que parecem ter feito da arte de ser uma mãe má uma missão para a vida. – Catarina Fonseca

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

MÃES ABUSIVAS (COMO A MINHA) SÃO REAIS E ESTÃO POR TODA PARTE
Neste momento pode ter uma no quintal ao lado da sua casa.

A maternidade é um tema quase sempre abordado de forma positiva, romântica e feliz, mas nós, vítimas de mães abusivas, temos uma dura realidade para mostrar.
A escritora Angela Levin recorreu a própria experiência de ter uma mãe que era cruel e abusiva em relação a ela e corajosamente colocou o dedo na ferida, como será que isso repercutiu?

‘Muitos me aplaudiram por quebrar o tabu de falar sobre as mães. Não estou surpresa, quando escrevi sobre minha mãe, Julia, para uma revista há alguns anos, fiquei chocada pela quantidade de cartas e e-mails que recebi.
No dia que o artigo foi publicado, 24 mil pessoas visitaram o site (myhorridparent.com) que eu e uma amiga psicóloga criamos para apoiar aqueles em situação similar.

As pessoas me escreveram contando como um relacionamento abusivo com a própria mãe permeou suas vidas.
Muitas histórias eram especialmente pungentes porque os filhos estavam dividindo seus verdadeiros sentimentos sobre suas mães pela primeira vez, alguns em seus 60 anos ou mais.

Mas há bons motivos para temer admitir que sua mãe fez de sua vida um inferno e que você não gosta dela.
O mito da boa mãe é tão forte que uma pessoa é frequentemente condenada por falar abertamente sobre isso’.

Pois é, somos condenados, nos acusam de "filhos desnaturados", "ingratos", com tanta facilidade, sem se interessarem em verificar mais de perto - SOBREVIVENDO NO INFERNO.

Com certeza a maioria não fala que tem mãe cruel, perversa e abusiva porque sabe do perigo de falar. (De Filha Para Filha - Facebook)

sábado, 19 de fevereiro de 2022

‘SABER QUE SE TEM UMA MÃE ABUSIVA, A PRINCÍPIO, NÃO É SIMPLES NEM FÁCIL DE SE CONCEBER'

(Verbenna Yin, psicóloga)
Sim, é muito difícil lidar com isso porque dói na gente!
Descobrir que a própria mãe é abusiva representa um evento marcante na vida de qualquer indivíduo, independente de idade, sexo ou classe social.

No meu caso, aconteceu há mais de duas décadas, e no dia 30 de maio de 2011 descobri que a minha mãe além de abusiva era tóxica.
Afinal, como fugir desse termo para descrever os traumas e dores - SOBREVIVENDO NO INFERNO - que ela me causou?

E, a propósito, dos denominadores comuns dos filhos que vivem esta experiência creio estar esta “marca", este sentimento de “vazio", é aquele buraco negro que nunca fecha.
É devastador, nós nunca estaremos totalmente curados, carregamos dentro da gente uma quantidade imensurável de feridas que nunca cicatrizam.

Que fique bem claro, eu sofri um grave abuso emocional, eu fui abandonado, desrespeitado, a minha exclusão sangra até hoje.
Sabe, já me perguntaram se eu consegui superar todos os traumas; não, não acredito que seja possível superá-los, é uma das experiências mais amargas que alguém pode ter.

Existem mães maravilhosas, mas também existem mulheres abusivas, agressivas, problemáticas, manipuladoras, que tem filhos. (De Filha Para Filha - Facebook)

domingo, 13 de fevereiro de 2022

‘OS FILHOS DE MÃES ABUSIVAS SÃO DUPLAMENTE ABUSADOS’
‘Uma vez quando ocorre e outra quando ele diz a verdade sobre a sua genitora.’

(Linda Martinez-Lewi, PhD)

Quando nós explicamos que nossa mãe é abusiva, somos logo condenados pela maioria das pessoas, o responsável por isso é o mito do amor materno.
A gente sofre com a condenação da sociedade perante isto, já não é mal o suficiente ter uma mãe assim?

Mas quer saber? Eu pessoalmente me sinto orgulhoso por ter exposto o inferno em que minha mãe transformou a minha vida - SOBREVIVENDO NO INFERNO.
E no fundo o inferno também é outro, cinge-se na condenação da sociedade, sou "condenado" porque "mãe é mãe", então vou deixar bem claro: Mãe não faz o que ela fez, mãe respeita.
Acontece que para essas pessoas, é mais fácil eu ser um filho "ingrato", "desnaturado", do que ter uma mãe que me tratou feito lixo, me destruiu emocionalmente.

Agora não pensem que vai ficando mais fácil, o jeito é aprender a ter que viver com isso, ter coragem, tentar me preservar acima de tudo, sem ceder a pressões.
O que mais posso eu fazer para além da verdade? Essa é a história de vida que carrego.

Aprender que é bom e, até mesmo desejável, compartilhar o que está sentindo é um grande passo para desfazer os danos causados por mães abusivas. – Dr. David Mc Dermott

sábado, 5 de fevereiro de 2022

MÃES ABUSIVAS (COMO A MINHA) SÃO NOCIVAS
Essas mães são tóxicas, elas nos fazem mal.

Infelizmente, vivemos uma cultura onde para os filhos existe o dever de “gratidão incondicional”, tenham eles sofrido males cruéis, relegados a negligências de toda ordem, nem por isso lhes é lícito ter raiva daquela que o gerou e o trouxe ao mundo.
Pois é, para quem foi vítima de uma mãe abusiva resta a condenação social, afinal levamos na cara que "mãe é mãe" como se isso permitisse tudo e justificasse tudo.

Nem podemos falar mal dela por que ninguém gosta de gente que fala mal da própria mãe, embora a mãe possa insultar, maltratar, violar, abusar (e não falo no sentido sexual, mas sim emocional, psicológico), e temos de aguentar porque "mãe é mãe”.
Nós somos educados na noção do “dever" para com as mães e quando contamos nossas histórias encostam-nos à parede e tentam nos calar, mesmo em relação a situações absurdamente injustas e inimagináveis.

É . . só quem tem uma mãe abusiva sabe o quanto é difícil viver com pessoas assim, e não, não curamos, o estrago é grande demais, não tem como curar, somos aleijados emocionais, seguimos como podemos, aos tropeços, cheios de cicatrizes.
E quem sobrevive a tudo isso ou desenvolve mecanismos complexos e autocastradores para manter a relação com a mãe, com grandes custos em termos de autoestima e valores, ou arrisca-se a sofrer desaprovação e rejeição.

Sabe, a minha mãe destruiu a minha autoestima, conduziu-me a uma depressão; sobrevivi - SOBREVIVENDO NO INFERNO - mas para manter alguma sanidade é preciso manter uma distância.
Porque não há mesmo outra maneira de viver a não ser à distância, é muito triste mas é uma solução, pior seria se não houvesse nenhuma.

Não espero nem quero um pedido de desculpas, afinal, eu já a confrontei e ela não se importou, mas quero viver bem, longe dela, gente assim não é mãe.
Eu estou definitivamente de costas viradas para ela, pelo abuso psicológico, pelo abandono emocional, pela exclusão e pela falta de respeito e consideração com que me tratou.
A minha mãe me levou ao limite, mas conhecendo eu a personagem, ela é a grande mártir e eu o grande ingrato.

Uma das razões pelas quais uma mãe trata mal um filho é que certamente ela não é capaz de oferecer uma coisa que nunca teve. – Polyana Luiza Morilha Tozati, psicóloga.