domingo, 21 de outubro de 2018

NÃO PODEMOS ESCOLHER AS NOSSAS MÃES

E a gente controla o que nessa vida?
Por Fabíola Sperandio Teixeira do Couto, graduada pela PUC e especialista em terapia de família.
‘Nesse texto quero abordar sobre os abusos cometidos por algumas mães na vida dos seus filhos.
Sim! Existem mães abusivas!

Mães abusivas são aquelas que sugam a energia de suas crias, são psicovenenosas, não conseguem perceber que estão sugando toda a autoestima de seus filhos.
Essas mães se alimentam da fragilidade dos filhos, sugando suas forças, cometem abusos que irão interferir na vida deles.

Atendendo mães abusivas, pude perceber que são pessoas muito inseguras, com necessidade de controlar tudo, uma ansiedade além da normalidade, que não conseguem encarar as suas próprias deficiências e que projetam no outro tudo o que não conseguiram ser ou que conseguiram com muito esforço e sofrimento.

Aceitar a situação e tratá-la, é a atitude mais certa e saudável.
Outra ação importante é não cairmos no erro de comparar as mães abusivas com as mães amorosas.’

Bem, ela lista os efeitos nocivos de mães abusivas, e isso vale para essa senhora aqui (vide as atitudes abomináveis dela em SOBREVIVENDO NO INFERNO).

Não tão somente sofremos com nossos traumas. Também aprendemos com eles, conforme nossas necessidades. – Alfred Adler

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

A PESSOA QUE TEM UMA MÃE ABUSIVA ESTÁ CONDENADA?

Não! Ser filho de uma pessoa abusiva é muito difícil, mas não impossível.
Para apresentar esta questão, que foi respondida com muita precisão e propriedade, começo este breve ensaio pela conclusão que extraí acerca de leituras, e vivências – as atitudes abomináveis dessa senhora aqui – vide SOBREVIVENDO NO INFERNO.
É Fabíola Sperandio Teixeira do Couto, especialista em terapia de família, quem faz a pergunta acima, respondendo-a e desenvolvendo o assunto, vejamos.

‘É possível lidar com essa mãe venenosa, a primeira coisa a ser feita é detectá-la, claro que isso não resolverá a situação.
Elas são desestabilizadoras, podem transformar a vida de alguém em um caos, uma condição completa de ausência de paz.
Esse movimento se torna bastante sufocante e destrutivo e muitas famílias não percebem esse relacionamento destrutivo.

Deixá-la se fazer de vítima não ajudará em nada.
Mães abusivas possuem uma tendência de mostrarem-se sofredoras e incompreendidas em suas intenções, mas não podemos tirar o foco dos filhos, os mais feridos são eles.

Os adultos que vivenciaram até essa fase as ações da mãe, precisam reconhecê-la e enfrentá-la com sabedoria.
Encarar a “doença” da sua mãe é o primeiro passo para dar o basta.
A partir da consciência do que ocorreu, podem-se promover ações, buscar entender que as intolerâncias que tanto contribuíram para o adoecimento emocional, que essas “feiúras” não pertencem a você e sim ao abusador, lhe permitirá reagir e lutar.

Quero ressaltar que ao chegar à vida adulta e decidir por afastar-se da mãe abusiva não se sinta culpado.
Às vezes o afastamento é necessário para a busca de uma vida harmoniosa e feliz.
E viva a oportunidade que temos de escolha quando temos consciência do que nos faz mal!’

Bem, depois do que Fabíola nos ensinou resta dizer que assim como eu, no fim das contas, você irá perceber que todas aquelas pessoas que decidiram não seguir mais ao teu lado, já não fazem falta alguma.

Em famílias com problemas, abuso e negligência são permitidos; é falar sobre isso que é proibido. – Elsa Morais

domingo, 14 de outubro de 2018

– VOCÊ APROVA O QUE ELE ESCREVEU?

– Eu admiro, você deveria fazer o mesmo.
Na peça Álbum de Família de Nelson Rodrigues, Glória revela para o irmão: Eu nunca disse a ninguém, sempre escondi, mas agora vou dizer.
Não gosto de mamãe. Não está em mim, ela é má.

A vida que se esconde por trás das cortinas do teatro.
Tenho 43 anos, sei muito bem o que é isso. Não tenho mãe, tenho uma pessoa muito estranha, maldosa, rancorosa, sem afeto. No momento me vejo sem saída, mas tenho esperanças de dias melhores bem longe dela. – Anísio

Bem, a fala acima foi postada em um fórum, mas mesmo não fazendo parte do espetáculo, com muita precisão e propriedade ganha sentido conotativo aplicada em um contexto, e é muito interessante para a construção do conteúdo.
Refere-se a descrever condições, e causas profundas da realidade e seu significado e propósito.

Em tempo: Reconheço que assim como todos cometo erros, mas tenho que lutar pelos meus valores, crenças, ideais, e tenho que escolher o certo, pois tenho conhecimento do que é errado.
As pessoas, porém, inventam explicações, atribuem significado a coisas sem saber, porque é tranqüilizador, reconfortante, mas não faço isso, porque eu sei aquilo que não segue a direção certa.

Ainda em dúvida?
Veja as atitudes abomináveis dessa senhora aqui em: SOBREVIVENDO NO INFERNO.

E se me achar esquisito, respeite também, até eu fui obrigado a me respeitar. – Clarice Lispector

terça-feira, 9 de outubro de 2018

É MELHOR NÃO TER FILHOS DO QUE NÃO ESTAR AO LADO DELES QUANDO ELES PRECISAM

Uma ponta do véu levantada para vislumbrar a verdade.
Dentre as histórias clínicas que Freud apresentou ele revelou que a idealização: a mãe é fonte inesgotável de amor, oculta sentimentos agressivos.
Tem gente que não acredita, mas a verdade, explica a psicanalista Márcia Neder, é que as relações familiares engendram impulsos amorosos e hostis, mesmo que essa hostilidade permaneça escondida e disfarçada.

Até hoje, em fóruns acadêmicos ou debates públicos, o tema incita reações violentas como nos conta Marcia Pinna Raspanti, jornalista.
‘A “mãe má” é um tabu! É monstruoso mostrar esse lado sombrio da mulher.
A intolerância contra amigos ou outras pessoas pode definir alguém como irracional ou infeliz, mas, a intolerância em relação aos filhos torna uma pessoa à encarnação do mal.’

As marcas (vide as provocadas pelas atitudes dessa senhora aqui em SOBREVIVENDO NO INFERNO), as seqüelas, essas costumam ficar, mas mudamos nossa maneira de conviver com elas, basta ler alguns relatos transcritos em um texto anterior.

Ser mãe é uma condição subjetiva; nem toda mulher fértil está apta a exercer a maternidade. Nem ela é mágica capaz de transformar o caráter da mulher. – Mary del Priore, historiadora com pós-doutorado na École des Hautes Études en Sciences Sociales e escritora, com cerca de 40 livros publicados e diversos prêmios nacionais e internacionais.

domingo, 7 de outubro de 2018

AMBIVALÊNCIA MATERNA

Verdades que todo mundo deveria saber.
Bem, embora este blog seja baseado em fatos reais, alguns nomes dos personagens foram abreviados, ou poupados, e alguns incidentes foram narrados em forma de diálogos.
Mas não apenas como forma de registrar os meus sentimentos e pensamentos.

O texto aborda temas como destino, livre arbítrio e o poder de nossas escolhas mais ordinárias.
Formas de descrever as consequências das atitudes dessa senhora aqui (vide SOBREVIVENDO NO INFERNO).
Afinal, no fim todos teremos que nos responsabilizar por nossas próprias decisões, as boas e más.

Então, se começar foi fácil, difícil vai ser parar:
– Hoje, parece fantasioso, senão impossível, acreditar na inocência dela.
– Mas ela . .
– Alto lá. Desconstrua a imagem daquela senhora que você conheceu.
Aliás, é impressionante e assombroso ver alguém a transformando em uma santa, ou foi manipulado, desconhece os fatos, ou é absolutamente cínico; para que você faça uma reconsideração de um pensamento vamos esclarecer alguns fatos: Isso tudo foi consequência dos atos dela, e da próxima vez, tente ter um pouco mais do que apenas complacência.

– Você não está sendo razoável.
– Não querer ser lembrado a cada segundo de tudo que ela fez? Então não estou sendo razoável.
Eu não vou me desculpar por fazer o certo.

– Mas a questão ainda permanece.
– Estou errado?
– Sobre o que?
– Por não querer perdoá-la? Foi ela que me abandonou, não esqueça disso.
– Pensei que você acreditasse em perdão.
– Cristo perdoa, eu não sou Cristo.

– Ela não iria querer que esse fantasma saísse do armário, o que ela fez já aconteceu há muito tempo.
– A decisão foi toda dela.
– Ela não tinha escolha.
– Sempre temos uma escolha.

‘A preocupação com as consequências e implicações é mínima ou, até mesmo, inexistente, isso infelizmente, tem afetado muitas pessoas. O resultado são inúmeros conflitos e dramas familiares.
Toda escolha tem suas consequências. – Gênesis 39:21’

O futuro é construído pelas nossas decisões diárias, inconstantes e imutáveis, e cada evento influencia todos os outros. – Alvin Tofller