quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

PECADO CIÊNCIA E PSICANÁLISE PARTE I

A obra de Gilberto Freire explica a formação da identidade sexual brasileira.
As pessoas estão loucas para falar sobre sexo.
Muita gente gosta de falar sobre sexo, mas são poucos os que conseguem falar de forma desencanada e firme, sem frescuras e sem apelação.

É o que José Angelo Gaiarça chamou de "hipocrisia social obrigatória":
Todo mundo trepa. Quem não trepa, quer trepar.
O psiquiatra fala sobre "a infinita estupidez humana e sua arte suprema de manter a si mesmo e aos próximos eternamente infelizes".

Respeitar a própria sexualidade é o básico para ser feliz não só sexualmente, mas com você mesmo.
Enquanto fizermos do sexo um departamento separado da sociedade, continuaremos vendo tudo de um jeito torto, levando-nos à infelicidade e à frustação.
Por exemplo, transar com uma ou cem mulheres não evita que ninguém sinta saudade de um cafuné numa tarde chuvosa.

O sexo é uma atividade pra você e não para o outro.
Você não deve fazer sexo pensando em agradar qualquer outra pessoa que não você mesmo.
O prazer só vem quando você está certo de que quer recebê-lo, e livre para recebê-lo.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

NÃO QUERO REVOLUCIONAR A FORMA COMO HOMENS E MULHERES SE RELACIONAM

É aquela questão: Enquanto o segundo existir, a sobrevivência do primeiro estará garantida.
As exceções existem pra mostrar que as regras podem ser quebradas.
São as exceções que abrilhantam essas regras.
Senão vejamos: Um casal em que há uma beleza "pseudopadrão" entre eles extremamente discrepante.

Uma mulher alta, lindíssima e o marido baixinho e careca.
Logo surgem aqueles comentários maldosos tipo: Só pode ser dinheiro.
Afirmo, o homem em questão pode estar tão em paz consigo mesmo, tão em dia com sua autoestima que emana uma alegria e uma segurança contagiante aos que rodeiam sua vida.
E isso, certamente é mais apaixonante do que um "padrão de beleza vazio".

Não ousaria responder a pergunta abaixo (comentei sobre no post RELACIONAMENTO É CONSTRUÇÃO).

Sueli e Fátima de Tapas & Beijos não são bem sucedidas e bem resolvidas como Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda tentavam ser em Sex And The City, por exemplo.
Mas, no fim das contas, muitas dessas mulheres da ficção sempre buscam a mesma coisa: A segurança de um relacionamento apaixonado, confiável e estável.
Seria um reflexo da vida real?
Ou apenas uma visão tradicional e atrasada sobre os principais desejos femininos? - Paloma Guedes

sábado, 14 de dezembro de 2013

  UMA OUTRA FORMA DE INTERAÇÃO

Momentos de indulgência.
Relacionamentos são a origem de todos os pés na bunda na história da humanidade, convém evitar.
Encontrar uma pessoa pra dividir a vida não é das tarefas mais fáceis.
Se comprometer pode ser assustador.
Dividir sua vida, seus planos, sonhos e desejos com outra pessoa pode ser aterrorizante.

Porém é natural numa relação a dois que, eventualmente, um queira algo e outro não.
Então a convivência tem de ser em um ambiente plural e tolerante.
Ou será que vamos ter que escrever a constituição do bom senso?

Parece que o carinho, o toque e o beijo sem segundas intenções foram trocados pelo sexo, já que ele é mais rápido e acredita-se que mais satisfatório.
É uma tendência que vejo em crescimento.
Não é que eu esteja negativo, e sim mais cáustico.
Acariciar, abraçar e dar as mãos são os elementos mais importantes para um relacionamento.

Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele. - Regina Brett, jornalista, 90 anos

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

QUASE TODO DIA TEMOS QUE RASGAR TUDO O QUE FAZEMOS E PARTIR DE UMA NOVA FOLHA EM BRANCO

Minhas preocupações não latentes.
Meus escritos possuem uma estrutura não ficcional incorporadora de elementos que pressupõem a existência de um receptor especial.
Meu texto não prescinde de elementos estruturais sofisticados e complexos.
A polifonia do meu texto, ratificada pela intertextualidade, cronotopia e metaficção é específica a partir da existência admitida de um leitor implícito.
Podem até dizer que tenho um estilo edulcorado.

Reproduzo então um trecho de uma crônica da Fernanda Pompeu:
Encontrar o tema de uma redação não deixa aflitos apenas novatos da caneta.
Também preocupa escritores tarimbados e até aqueles de alto fôlego verbal e longas páginas.
Afinal o mundo é fábrica e vitrine de milhões de assuntos.

Resumo: Assunto nunca falta.
Todos eles podem render bons ou maus textos.
Sempre terá a ver com o recorte e o bordado.
Isto é, dependerá do tratamento dado e da perícia do autor.

Para nós, os cronistas, encontrar o tema é a etapa mais sensível do trabalho.
Pois cronistas têm liberdade ilimitada de escrita.
Somos generalistas e, às vezes, campeões dos 2 metros rasos.
Em contrapartida, nos é vetado ficar sem assunto.

Onde o cronista busca seus temas?
Em qualquer lugar.
Com qualquer pessoa.

Também o cronista pode buscar a prosa dentro de si mesmo.
Nas paixões vividas e não vividas.
Nas alegrias graves e nas dores agudas.

sábado, 7 de dezembro de 2013

  BOMBONS COM FEL

Um mundo acabou. Viva o mundo novo!
Tem quem meta o pé na lama ética.
Tem gente verdadeiramente torta afetivamente.
Tem gente que distorce tudo só pra confirmar que está certo.

Isso galvanizou o meu desejo.
Não vou ser mais um estorvo para elA.
Eu ousaria dizer que isso é consciente.

Sabe aquelas frases que nós adoraríamos ter dito, se elas nos tivessem ocorrido em certas ocasiões?
Frases contendo uma forte carga de ironia e crítica.
Sob uma embalagem elegante e educada.
Como nesse diálogo abaixo do filme Casablanca.

- Você me despreza não é?

- Se eu pensasse em você, provavelmente o desprezaria.