quarta-feira, 20 de maio de 2015

SOMOS LIVRES PARA NOSSAS ESCOLHAS, MAS PRISIONEIROS DAS CONSEQUÊNCIAS

Falta de planejamento.
Vivemos ouvindo o quão importante é fazer um pé de meia para o futuro.
Mesmo assim muitos de nós não fazem nada, principalmente pelos motivos abaixo.
Achamos que o futuro ainda vai demorar muito para chegar, então não há razão para se preocupar com ele agora, o que é uma besteira perigosamente gigante.

No auge de sua carreira bem-sucedida, Tom Palome recebia salário de seis cifras, viajava na primeira classe e tinha um cargo renomado como vice-presidente de marketing de uma grande multi-nacional.
Hoje tem dois empregos, um como demonstrador, por US$ 10 a hora, e outro cozinhando hambúrgueres por pouco menos de um salário mínimo.
Com 77 anos, e outros por viver ainda, ele aceitou os empregos que pôde encontrar.
Ele ainda se considera abençoado, por ter saúde para trabalhar, viver independentemente e manter sua dignidade, mesmo tendo que esfregar o chão.

Dados do governo dos EUA mostram que mesmo pessoas das classes média e alta, que têm acesso à educação e recursos e que deveriam estar mais preparadas, podem ter o mesmo destino.
Se para as gerações passadas, ter boas notas na escola, cursar uma faculdade e conseguir um emprego em uma grande empresa era garantia de um futuro estável, hoje essa regra não se aplica mais, segundo o Business Insider.

Às vezes, uma situação difícil pode fazer o homem facilmente duvidar de si mesmo e da própria capacidade, ainda mais se a coisa envolver trabalho.

Franz Kafka permaneceu majoritariamente inédito em vida.
Antes de morrer, pediu ao amigo Max Brod que, por favor, incinerasse todos os seus manuscritos, entenda-se toda a sua obra.
Para nossa felicidade, Brod não acatou a ordem de Kafka.
Por conta disso, podemos ler O Processo, A Metamorfose, entre outras maravilhas.
Existiu um momento que Kafka, acreditou que não havia para ele nenhum lugar sobrando no mundo.

Pois é, escritores ou não, já vivemos alguma vez a incômoda sensação de incompreensão.
A pergunta é: qual o momento de desistir?
A decisão cabe ao criador, mas pense bem, nem todo mundo tem um amigo chamado Max Brod.

- Um dia, olho para trás e percebo que mesmo sendo um dos poucos sortudos a reivindicar uma vida estável, não realizei muita coisa.

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