domingo, 25 de janeiro de 2015

NÃO ESCREVA NADA QUE NÃO POSSA SER LIDO EM VOZ ALTA

Parecem que apenas não sabem escrever, mas não é só isso.
Invejo a burrice, porque é eterna. - Nelson Rodrigues

Do meu ponto de vista, a intenção dessa crônica é demonstrar a importância do conhecimento.
Na era da comunicação digital e das redes sociais todos estamos sujeitos a erros de digitação.
Mas não se trata só de erros de gramática e ortografia.
As pessoas hoje raciocinam de uma maneira tão rasa que beira o analfabetismo funcional.
E para quem acha que qualquer um mal informado "resolve", pergunte a um médico o que um diagnóstico errado pode causar.

A educação da maioria das pessoas já está 'orkutizada' há tempos.
Todavia, como escapar do conceito de mediocridade . . ficamos com vergonha pelo desinformado e falamos de futebol para driblar o constrangimento?

É melhor ficar calado e ser considerado um tolo do que abrir a boca e eliminar qualquer dúvida. - Abraham Lincoln

Segundo o MEC, apenas 250 candidatos dos 6,19 milhões que fizeram o Enem alcançaram nota máxima na redação, e 529 mil zeraram.
Por que?
Porque se lê pouco ou nada na vida real.
Para saber escrever é preciso ler.
Não apenas juntar uma letra com outra e desvendar a palavra.
É imprescindível conectar os sentidos das frases para formar um entendimento do conteúdo.

Li algumas redações do Enem e, segundo cálculos meus, nenhuma feitiçaria, nenhuma tecnologia, é hoje capaz de recuperar o tempo perdido que se gasta nas escolas. O estrago é grande. As redações mostram uma geração despreparada para o mundo, que mal sabe pensar. - Guy Franco

Regis Tadeu, crítico musical, colunista, produtor, apresentador na rádio USP, diretor de redação e editor de algumas revistas, escreveu um texto interessantíssimo sobre no link: Uma Geração De Asnos

Mesmo a internet, é uma excelente 'cozinha' para se expandir habilidades de compreensão de textos e expressão verbal.
Só se escreve (lendo também claro) escrevendo.
Redigir é uma habilidade que, como outra qualquer, exige treino e muitos erros e acertos.
Até redatores profissionais sabem que melhorias no próprio texto custam persistência e horas de voo.

O QI (quociente de inteligência) é usado para medir a capacidade intelectual das pessoas.
São feitos testes, e não, não tem nenhuma ligação com uma prova de conhecimento gerais que já se fez na escola, daí descobre-se a capacidade que cada um tem de aprofundar-se em conhecimento.
Portanto recomendo: Aumente seus conhecimentos e sua cultura todos os dias, pode não ser fácil, mas se consegue.
Atualizar-se dá trabalho, mas é extremamente necessário.

- É bom ser inteligente e ter orgulho disso.

domingo, 18 de janeiro de 2015

A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PODE AMEAÇAR A HUMANIDADE

No futuro robôs farão todo o trabalho, para o bem ou para o mal.

Um cenário de ficção científica volta a abrir o debate sobre a tecnologia e o futuro do ser humano.
A Inteligência Artificial poderia ameaçar a humanidade, segundo a previsão do renomado e respeitado astrofísico, o cientista Stephen Hawking.
O completo desenvolvimento da Inteligência Artificial poderia significar o fim da raça humana, declarou ele.
Ainda que alguns debatam se ele é digno de Sir Isaac Newton, o fato é que passou 30 anos na cátedra que já pertenceu ao pai da gravitação na Universidade de Cambridge, depois de obter resultados revolucionários no campo da Cosmologia.

Os temores de um homem que brinca de ser Deus são antigos, e alimentaram inúmeros romances e filmes como o Exterminador do Futuro.
É estupendo, formidável, magnífico, que ele tenha afirmado isto.
Pois eu digo o mesmo há anos.
Escrevi sobre em O FUTURO É INCERTO

Stuart Armstrong da Universidade de Oxford, é outro avaliando que as incertezas sobre o desenvolvimento da Inteligência Artificial são extremas.
O problema é que é extremamente difícil programar objetivos compatíveis inclusive, com a sobrevivência da humanidade.
Seria preciso programar perfeitamente para evitar que a Inteligência Artificial não interprete 'erradicar a doença' como 'matar todo mundo', afirmou.

O ponto é: Os algoritmos executam o trabalho pesado, reúnem, somam todas as variáveis, e as expõem.
Por serem sequencias lógicas de instruções para as máquinas, não fazem avaliações subjetivas ou qualitativas.
Falei a respeito em TEARS IN RAIN 

A NASA também prevê o colapso da humanidade.
'É recorrente na história da humanidade', explica Safa Motesham.

Já os especialistas do Centro de Pesquisas Pew, preveem que, quem ganha a corrida entre a automação e o trabalho humano é a automação - enquanto nós seres humanos, precisamos de dinheiro - afirma o diretor do projeto, Lee Rainie.
A questão central será: para que servem as pessoas em um mundo que não precisa de sua mão-de-obra e onde só uma minoria será necessária para comandar uma economia baseada nos robôs?
Terminaremos transformados em seus escravos, declarou Daniela Cerqui, antropóloga da Universidade de Lausanne.

William R. Plaza escreveu um artigo interessante em: As máquinas irão tomar o controle sobre os seres humanos?

Por fim, o Dalai Lama afirmou que 'a tecnologia pode nos transformar em escravos, porque, se tudo está mecanizado, não temos a habilidade de ver além'.
Disse ainda: 'as vezes parece que nos transformamos em escravos da tecnologia.
O verdadeiro conhecimento não se alcança através da tecnologia, a Inteligência Artificial é muito grande, mas é impossível que seja melhor que a mente humana.
A mente humana sempre será melhor e mais inteligente que as máquinas e robôs, não importa o quão sofisticados sejam', finalizou.

O cérebro é uma das ferramentas mais poderosas que nós dispomos.
Mais poderosa do que qualquer músculo ou habilidade corporal que se tenha.
Ao nascermos, ele é como uma folha em branco, e a medida que crescemos, interagimos, conversamos, lemos, e experimentamos, ele vai criando bilhões de conexões neurais que nos permitem aprender e a identificar padrões.
Por isso é tão difícil criar uma Inteligência Artificial realmente eficiente.
Porque ela não pode aprender como o cérebro humano aprende.

domingo, 11 de janeiro de 2015

O QUE É PRECISO PARA SER BEM SUCEDIDO NA VIDA?

Não há uma resposta simples.
Do nascimento ao último suspiro, a vida é pródiga em possibilidades.
Seremos financeiramente abastados ou seremos falidos?
Fracassaremos ou teremos êxito?

A vida, transforma protagonistas de sucesso, em figurantes sem importância.
Pessoas, que a todo momento se tornam vítimas de um mundo cheio de dificuldades.
Períodos em que somos barcos fadados ao naufrágio, momentos em que valores de toda a vida viram pó.

Dizem que a graça da vida está no inesperado dos caminhos, nas curvas, e não nas retas do destino.
Que nascemos com tendências, mas nunca predestinados, assim, um retirante se torna presidente, e um privilegiado destinado à gloria perde tudo.
É o mundo fantástico da meritocracia, onde todos têm as mesmas oportunidades e lutam em igualdade de condições, bastando apenas muito suor para chegar onde o meritocrata chegou.

Cresci com a tal imagem de que podemos, mediante muito esforço, ir longe.
A febre de que no final vai dar certo, de que tudo depende de se atirar, mergulhar fundo, não se deter etc.
Não apenas pensei, como fiz tudo isso.
Mas fui atrapalhado demais para lidar com carreira, administrar projetos, planos e frustrações reais.
Como escrevi em: Se eu queria enlouquecer essa é minha chance
Eu estou onde estou porque todos os meus planos deram errados.
As pontes que eu construí para chegar aonde eu queria ruíram uma após a outra.

Todo fracasso é doloroso, porque pressupõe que existiam razões e emoções para acreditar no sucesso.
Fracassar põe em marcha o motor da baixa autoestima.
Provoca a constatação: Não fui capaz de alcançar meu objetivo.
Errei em algum momento do processo, comprometendo o resultado esperado por mim, ou pelos outros.
No melhor dos mundos, mereceríamos a vitória como recompensa aos nossos esforços e dedicação.
Mas o mundo perfeito é uma mentira e regras perfeitas, pura ilusão.

Contudo não existe empoderamento sem dinheiro numa sociedade capitalista.
Não adianta querer quebrar alguns paradigmas, se não conseguirmos ao menos pagar as contas.
O tempo e as pancadas da vida transformam até utopistas em realistas.
Então ouvi: Não consigo entender como um homem com a inteligência dele pode viver sem oportunidades, tendo que aceitar quase qualquer coisa como se fosse trabalho.

Na medida em que a vida passa, alguns acumulam bens materiais, eu acumulei imateriais.
E o pote de experiências foi se sofisticando.
Mas também a vida seguiu me tirando coisas e, o pior, me subtraindo pessoas, inevitável.
Como bem disse a Fernanda Pompeu: 'no amontoado das minhas tralhas, não há medalhas, placas, troféus'.
Quanto aos bens imateriais, a perda que mais lamento é a do entusiasmo.

Apesar da obviedade de estar bem longe de ter uma vida de penúrias, privações e humilhações, me encontro muito distante de uma vida plena, de paz interior.
Fazer o quê?
É melhor fazer planos na justa medida da minha circunstância.
Com o nada que tenho posso fazer poucas coisas como, por exemplo: Escrever, amar e sonhar.

Então dirão: "ah . . . ele tem curso superior, não mora em comunidade, reclama porque nunca passou necessidades, nunca passou fome".
Pronto! Essa justificativa encerra a questão e resolve o problema.
É uma ignorância de quem nada sabe sobre a vida.

Falei sobre em: Acredito na alma como essência do ser 
Questionei: O que faz uma pessoa dar certo e outra não?
Fico angústiado frente a certos contrastes do destino.
Não tenho como deixar de me perturbar me vendo tragado pela mediocridade, a miséria, a solidão e as incompreensões.
Sou inconformado com o destino.

Como lidar com a frustração por não conseguir ser como sonhávamos?
Mesmo que fôssemos como sonhávamos não seria suficiente, pois nossos desejos e sonhos são instáveis e mutáveis. - Larissa Fonseca

- Serei uma dessas pessoas inseguras e ressentidas por terem chegado a certa altura da vida sem o brilhantismo prometido a elas?

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A NOVA MODA QUE TOMOU CONTA DE TODAS AS FOTOS NAS REDES SOCIAIS

Masturbação fotográfica.
Se eu já achava o "pau de selfie" ruim, essa é a prova de que tudo pode piorar.
Alguém inventou o BelfieStick, o "pau de belfie".
E o que é isso?
Funciona como o convencional, a diferença é que o bastão é articulado e se consegue fazer uma curva para que o usuário tire a foto da bunda.
A nova invenção desenvolvida pela ON.com parece ter dado bem certo, pois os estoques estão esgotados.

E o troféu vai para . .
Não, nada de Miss Bumbum, Mulheres Frutas e por aí vai, o bumbum sensação é de Jen Selter, que recebeu o título de "melhor do universo".
Segundo o Huffington Post o Instagram dela atrai centenas de seguidores diariamente (1,5 milhões de fãs, 600 mil curtidas no Facebook e 100 mil seguidores no Twitter).

Tendência com crescimento sem limites em 2014, a "arte" de tirar Selfies pode indicar muito sobre o perfil de seus autores.
Pessoas que postam demais esse tipo de foto podem ser psicopatas, afirma estudo da Ohio State University.
Os pesquisadores notaram que quem posta muitas Selfies, e com regularidade, atigem pontuação mais altas em testes sobre tratamento anti-social.
É como digo: Não é sempre que narciso suporta estar diante do espelho.

Os estudiosos acreditam que há a obsessão por Selfies.
Com o crescente uso das redes sociais, é algo que tende a piorar.
As redes sociais, desde a sua criação, tornaram-se um espaço onde os usuários podem procurar reconhecimento e sanar a necessidade de socialização.

A terapeuta Gisele Di Rufino deu uma dica: não exponha sua vida nas redes sociais.
Não faça como muitos, que as utilizam como vitrines de ostentação da própria vida.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

CADA MERGULHO É UM FLASH

Eu me pergunto: O que vão fazer com isso?
Selfie: Foto tirada pela própria pessoa retratada na mesma, como um auto-retrato.
Afinal, de onde vem esse nome, qual sua história e por que essa prática ganha cada vez mais tantos adeptos?
O nome, escolhido como a palavra do ano de 2013, já está no dicionário Oxford que diz: uma fotografia que a pessoa tiradela mesma, tipicamente com um smartphone ou webcam, carregada em um site de mídia social.

Ninguém sabe exatamente de onde veio a palavra, mas existem algumas teorias.
Segundo o próprio Oxford, o termo teve origem em um Fórum na Austrália em 2002, mas o Selfie é bem mais antigo que isso.
No século XIX, a Grã-duquesa Anastacia Nikolaevna já tirava algumas fotos de si mesma em máquinas da época e enviava aos amigos por carta.
Tem mais, a foto era tirada na frente do espelho, bem parecido com o que se faz hoje.
E as pessoas pensando que estão por dentro da novidade mais descolada da atualidade.

Existe até um acessório chamado monopod, ou selfie sticks, que são bastões criados especialmente para smartphones, para carregar pela rua e tirar Selfie, a propaganda diz: não estique mais os braços!
Mas há usuários que preferem não gastar dinheiro com o acessório e fazem gambiarras.
Nessa hora até rodos, vassouras, pazinhas de lixo e qualquer outro tipo de cabo, associados a uma boa quantidade de fita adesiva, são "transformados" em monopods.

Essa mania de Selfie em tudo que é lugar, até com defunto, é estupidez.
Soube de uma pessoa que tira de 100 a 150 fotos dela por dia.
Como alguém pode pensar no próximo, no outro, se todas as horas do dia giram em torno de si mesma?
Todavia, a falta de discernimento não está somente com o Selfie não.
Por acaso existe maior estupidez do que alguém 'curtir' uma notícia fúnebre pelo Facebook?

A Fernanda Montenegro desabafou: fazer Selfie é pior do que ser fotografada por paparazzo.
A atriz é contra o tipo de foto que virou mania nas redes sociais.
Ela disse: O Selfie é um terror. É uma invasão insultuosa em tal número, de tal maneira que acaba sendo vulgar.

Ano passado, o instituto Pew Internet Research divulgou um estudo que mostra que os principais adeptos do Selfie são jovens entre 13 e 24 anos.
E como toda novidade, existem os dois lados da história.
Segundo psicólogos, a alta auto-exposição pode ser prejudicial.
Outros dizem que é apenas uma nova maneira de expressar-se nas redes sociais

Bem, uma fria auto análise da timeline pessoal, pode fazer com que se tire algumas conclusões, mesmo sem basear-se em estudos científicos.
A principal delas é que se vai perceber que a motivação para tantos autoretratos nas redes sociais é a forte necessidade de reconhecimento e manutenção de uma imagem criada na internet.
Como venho escrevendo aqui, essa é uma necessidade humana e, como a maioria delas, foi potencializada pelas redes sociais.