quinta-feira, 28 de maio de 2020

POR MAIS CONQUISTAS QUE SE TENHA NA VIDA, SEMPRE HAVERÁ UMA PERDA IRREPARÁVEL

Uma conversa sobre perdas emocionais.
Acredito que sei alguma coisa sobre perda, está comigo todo dia quando acordo e toda noite quando fecho os olhos.
Tem sido uma jornada e tanto, perdeu-se muito, muito se sacrificou para chegar até aqui.

Perdi a maior parte de mim, as coisas boas, a felicidade, a alegria de ser.
Estou triste o tempo todo, não sou a pessoa que eu era.

As pessoas acham que estou bem, que segui em frente, que sou triste às vezes, mas que estar assim é uma fase, só que não é.
Este sou eu o tempo todo, todo o resto é cópia, sabe?

Não está nada bem, mas sei como era ser normal, e tento reproduzir isso, mas não é o que realmente sou, e quero o normal de novo.
Pois é . . se ela não tivesse feito escolhas erradas (SOBREVIVENDO NO INFERNO) eu teria uma ‘vida’ ao invés de nada, podem entender como é ser assim?
Sentir a perda que senti?

Foi tudo por causa dela, por causa de nossa mãe, nós tivemos imensas perdas. Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, nem fomos presos por qualquer crime. E agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "pais maus", como minha mãe foi. – Carlos Hecktheuer, médico psiquiatra.

As perdas da vida nos colocam em patamares de desafios, que muitas vezes quase não podemos suportar. – Paola Rhoden

sábado, 23 de maio de 2020

COMO VOCÊ SABE O QUE É A DOR?

Você pode escrever sobre algo que nunca sentiu?
Sabe, quando a gente vê reportagens sobre abandono isso é um bom motivo para contarmos essa história mais uma vez.
O abandono não precisa ser físico para ser considerado abandono, pode ser abandono emocional.

O abandono significa que outro indivíduo pode sofrer danos em consequência de tal ato.
Já vivenciei isso, esse tipo de dor, e não dá para fugir dela erguendo muralhas em torno de seu coração.

Eu acrescento que meu desabafo é sincero porque a dor que sinto é real.
É que a dor não é física, não é aparente, vai além de tudo isso, é um corte de navalha na alma, que apesar de não sangrar, tem cor do sabor amargo de lágrima, e só quem sente é capaz de perceber.

E eu ainda sinto essa dor. Como se fosse ontem (SOBREVIVENDO NO INFERNO).
Para qualquer lugar que eu for, levarei sempre a dor na bagagem.

Só sabe a dor do abandono quem realmente o experimenta. – Ronei Porto da Rocha

terça-feira, 19 de maio de 2020

E DE FATO O IMPORTANTE É SEMPRE COLOCAR AS COISAS EM PERSPECTIVA

É que às vezes é preciso alguém para compartilhar nossa perspectiva.
'Acredito que é no cotidiano que estão os melhores enredos.
Não há história sem um bom contratempo, sem acontecimentos inesperados que surgem de repente, podem observar, qualquer história não tem graça se o protagonista não enfrenta imprevistos.'

Esse simples parágrafo acima dos sincericídios da Tarsila Zamami me serve de ponte para falar sobre a vida.
E, como a vida tem suas tragédias, o que importa é sob qual ótica vamos enxergar as dificuldades que se apresentam.

Se quiser fazer uma análise da realidade o mais isenta possível, deve-se tentar observá-la do maior número possível de ângulos e perspectivas.
Porém as pessoas não querem fazer isso, não querem assumir outro ângulo para observar um fato ou acontecimento.
Portanto, antes de questionar a história de alguém, é preciso refletir com mais amplitude e perspectiva.

Proponho então mudar o olhar e tentar ver o mundo a partir de minha perspectiva.
Depois de ver isso - SOBREVIVENDO NO INFERNO - certamente se coloca as coisas em perspectiva, aquela que nos fazem refletir.

O homem que vê mal vê sempre menos do que aquilo que há para ver; o homem que ouve mal ouve sempre algo mais do que aquilo que há para ouvir. – Nietzsche

sábado, 9 de maio de 2020

CONFRONTANDO OS TRAUMAS DO PASSADO

Traumas que moldam nossas vidas.
Como fio condutor, atormentado pelas memórias, voltei para rever a parte mais dolorosa da minha história.
É completamente normal uma resposta emocional em um contexto de sofrimento.

Quando a dor é muito grande e o trauma não é devidamente processado, eles se materializam tanto internamente quanto externamente.
Apresenta-nos um passado que se torna pesadelo vivido e desperto no presente.

Então . . foi almejando coisas que dessem sentido as minhas inquietações.
Que teria a chance, pela primeira vez em anos, de despejar toda a dor que sentia.

No caso em questão, tendo como ponto de partida a crônica SOBREVIVENDO NO INFERNO que foca na repercussão emocional, afetiva e psicológica dos eventos daquela mudança de enderêço.
Mas quando eu passei a verbalizar o que acontecia, é possível que fantasmas metafóricos já habitassem meus traumas.

Como os personagens de The Haunting of Hill House, que mostra-nos que o trauma é o maior dos fantasmas.
A série nos relembra que a inevitabilidade do sofrimento na vida pode ser um fantasma muito mais real e assustador que os espíritos que talvez habitem o nosso mundo.

O foco da narrativa é uma vida adulta completamente arruinada pela casa.
Aqueles adultos cheios de problemas, que desenvolveram cicatrizes profundas, tentando superar os traumas do passado.
Trauma, aliás, é uma boa palavra para definir o grande cerne dessa história.

Não existe paranoia, os piores medos podem se tornar realidade a qualquer momento. – Hunter S. Thompson

quarta-feira, 6 de maio de 2020

UM POUCO SOBRE A PERDA

Algumas pessoas não compreendem a perda porque nunca perderam nada.
Talvez não seja sobre quão forte você precisa ser para enfrentar os desafios da vida, mas quem você precisa ter em volta para conseguir.
Geralmente, quando uma pessoa enfrenta um momento crítico, ela sente que está sozinha, então, é importante que essa pessoa saiba que não está sozinha.

Que veja que não está sozinha, que suas experiências são válidas e que tudo o que passa são coisas a serem levadas a sério.
Se tem uma coisa pior que a solidão é estar certo e ninguém saber disso.

Nisso, eu também aprendi que é com a perda que descobrimos a verdadeira força que existe em nós mesmos.
Sabe, quando um homem perde tudo, o que lhe resta é sua causa.

Eu defendo minha causa porque falo de justiça.
Tenho orgulho de ter feito isso e de continuar fazendo.

Perda de controle sempre foi a fonte do medo. Também é, no entanto, sempre a fonte de mudanças. – James Frey