segunda-feira, 20 de abril de 2020

SEM MEIAS PALAVRAS

Recontos contados a cada página virada.
Eu sou conhecido por construir meu material em torno de minhas experiências pessoais.
As coisas horrendas, os comportamentos abusivos, a que fui submetido que deixaram marcas e cicatrizes.
Resumir a importância desses escritos soa simplório demais, porém a força de certas afirmações são fortes demais para ser ignoradas.

Portanto, não vou deixar de me posicionar de acordo com minhas convicções, inclusive em situações de constrangimento.
É impossível não me comportar segundo aquilo que eu defendo, não vou ceder diante de comportamentos que considero abomináveis.

Eu teria que abrir mão de muitas coisas, teria que abrir mão das minhas crenças, da minha convicção.
E eu não seria quem sou, então optei por ser eu mesmo.

Agora vejo o meu próprio percurso face a este trajeto de vida que não escolhi.
Tenho cada uma das minhas histórias cravada em mim, acontecimentos dolorosos ocorridos face às escolhas erradas e as atitudes abomináveis de uma pessoa.

Sabe, foram mais de duas décadas, se quando a vida demanda isso de mim eu agir de outra forma, estarei sendo hipócrita.
Afinal, eu estou disposto a sacrificar tudo menos os meus princípios.

Os princípios mais importantes podem e devem ser inflexíveis. – Abraham Lincoln

sexta-feira, 27 de março de 2020

HÁ UMA GRANDE DIFERENÇA ENTRE FALAR E ESCREVER

Prefiro escrever ao invés de falar pois minhas frases serão eternizadas.
Grande parte do que escrevo nesta crônica é algo que o leitor provavelmente já sabe.
Aqui eu busco explicar muito, a minha história parte de uma traição cruel, invoco os últimos 22 anos, ela não é uma história sobre perdão, é uma história de sofrimento.

Trouxe muitos acontecimentos, muito aprofundamento, fazendo com que o leitor precisasse não só entender a história nos episódios iniciais, como também funciona esse presente, entre várias outras coisas.
E uma vez que já estávamos apresentados a esse universo, foi possível compreender os ocorridos desde o começo.

Sabe, nunca perdi a clareza que continuava a me lembrar ‘Você não merece isso’.
Foram às lições da minha vida, eu só estou dizendo que devem sempre lembrar por quem eu fui traído.
Não há nenhuma justificativa moral para aquilo, ela resolveu me punir por algo que eu nunca fiz.

Bem, para os que nunca viram algo parecido, serve como lição do que não se deve fazer, para aqueles que já passaram por isso, fica o exemplo de algo que não deve ser repetido.
Pois é, você não pode usar a experiência de outras pessoas, mas pode aprender com ela, com a minha por exemplo.

Não acredite só na minha palavra, está escrito (SOBREVIVENDO NO INFERNO).
Afinal, não se guarda as palavras, ou você as fala, as escreve, ou elas te sufocam.

Eu prefiro escrever, mais do que falar. Porque existe mais gente para ler, do que para verdadeiramente escutar. – Daniel Melgaço

terça-feira, 3 de março de 2020

CICATRIZES EMOCIONAIS

Uma experiência de vida que deixa marcas em uma pessoa de maneira duradoura.
Cicatrizes emocionais são sinais ou vestígios de um dano, lembranças, como um carimbo, uma impressão duradoura de um golpe, moral ou psicológico.
Sim, algumas cicatrizes podem desaparecer com uma cirurgia, porém, nunca desaparecendo o trauma em outras.

Feridas emocionais não podem ser vistas e às vezes elas nunca cicatrizam.
Pois é, o curioso sobre cicatrizes é que elas sempre estão lá, não significam que curaram.
Por conseguinte, só porque você não pode ver as minhas cicatrizes, isso não significa que eu nunca tenha sido ferido.

Carrego comigo algumas cicatrizes deixando um travo de tristeza na alma.
É que a dor não é física, não é aparente, vai além de tudo isso, é um corte de navalha na alma, que apesar de não sangrar, tem cor do sabor amargo de lágrima, e só quem sente é capaz de perceber.

Isto posto, eu não vou me desculpar por fazer o certo. Deveria me sentir culpado por querer relatar as minhas mais tenebrosas feridas? Essas feridas sangram por mais de mil “incisões”, ficaram cicatrizes.
Afinal, Elisabeth Kübler-Ross, psiquiatra, recomenda: ‘abra o seu coração para a sua dor e lhe dê voz, seja conversando ou através da escrita, registrando o que você vê, pensa e sente’.

E sábias são as palavras da psicoterapeuta Nathalia Paccora.
‘Você precisa ser forte. Eu abomino essa frase, repito: você não precisa ser forte, as dores psíquicas não são nitidamente vistas no corpo e você ainda tem que ser forte?
Onde está a compreensão das pessoas que pedem isso para você.
Você não precisa ser forte, você pode sentir raiva, você pode sentir dor, você pode chorar, você pode e deve extenuar todas as dores que estão dentro de você.
Não mascare as suas emoções, não enterre os seus sentimentos, você pode e deve dar vazão à tudo o que está lhe deixando péssimo.
Ou também: o tempo curará as suas feridas. Essa é a maior mentira que sempre nos contam, pois pensam que conseguem iludir a dor; o tempo não cura nada.
A realidade: as feridas emocionais não são curadas com o tempo. E um detalhe: feridas emocionais se cutucadas também inflamam.’

Mas acredite, é interessante como algumas pessoas possuem a receita de cura para as dores alheias, porém, quando se trata de cauterizar as próprias feridas, elas não conseguem se auto medicar.
Já sentenciava William Shakespeare: Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente.
Bem, certas feridas deixam cicatrizes que podem levar uma eternidade para desaparecer, então fica a pergunta: Você tem cicatrizes emocionais?

Disseram que: O tempo cura tudo, não concordo. As feridas permanecem, com o tempo, a mente protegendo sua sanidade, cobre-as com cicatrizes e a dor diminui, mas ela nunca se vai. – Rose Kennedy

O homem possui enfermidades que não cicatrizam. – Santo Agostinho, no Livro XI, Confissões

As feridas geradas no círculo familiar causam traumas e vazios que nem sempre conseguimos reparar. – Fabíola Simões

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

O FIM É O COMEÇO, E O COMEÇO É O FIM

Quando uma história termina sem final.
Quando essa história começou, prometi proseguir em um intento, não desistir, o que eu não sabia era que a história me tomaria enquanto buscava as respostas.
Esse caso me levou, a lugares que eu não imaginava e me fez questionar tudo.

Eu quis aproveitar para discutir assuntos sérios, temas incômodos, com mais clareza do que estes costumam ter.
A opção escolhida foi colocar o dedo diretamente na ferida e mostrar problemas que afligem a muitos de nós.

Embarcando fundo nesse nesse cenário, revelando como essa trama começa, como se mantém e quais foram suas consequências.
E para o entendermos melhor, tivemos de retroagir um pouco no tempo.
Então resolvi começar pelo início do fim, sobre como uma mudança de enderêço pode impactar nossas vidas.

Agora, partindo da proposta da Vanessa da Mata para que se ‘analise o que tinha antes e agora, e agradeça pelas melhoras que teve’, passamos pelo enredo.
E o narrador é um narrador personagem: Ele tinha um cantinho, um refúgio, que foi subtraído, sem motivo e aviso e as coisas que haviam nele também foram dadas.
Em troca as coisas dele foram substituídas por migalhas, migalhas que em uma noite devastadora também foram usurpadas.

O que acontece dali em diante é o esmagamento da razão.
É, ele perdeu esse barco no dia daquela mudança, tudo - não só coisas materiais - foi tirado dele.

Para muitos, esta seria uma vida boa, mas para o protagonista seguir com esta vida do jeito que ela é, resultou em sofrimento psíquico.
Mudar para lá, viver aquela vida, finalmente ele entendeu tudo o que perdeu.

E tudo isso por causa de uma pessoa, essa situação é por causa das escolhas erradas que essa pessoa fez.
Pois é, lembre-se, uma escolha pode mudar uma vida.

O mais assustador é que essa pessoa realmente pensa que fez a coisa certa.
Quando confrontada não reconheceu seus erros, no fundo, não tem um pingo de arrependimento, isso é abominável.

Sabe, infelizmente, grande parte das pessoas não entende os problemas emocionais pelos quais muitos de nós passamos.
Então, se começar foi fácil, difícil vai ser parar, não vou parar de maneira alguma até que esteja terminado.
Bem, seja como for, termina mas não acaba.

O fim é apenas o começo da explicação do início. – Otávio M. Rossi

domingo, 9 de fevereiro de 2020

TODOS NÓS SOMOS EXEMPLOS, ESCOLHA QUAL VOCÊ PREFERE SER, BOM OU RUIM

Sobre todos aqueles que encontramos no nosso caminho.
Todas as pessoas que estão ao nosso redor são exemplos e impactam nossas vidas de uma determinada maneira.
Algumas são bons exemplos, ensinam-nos valores, nos mostram como agir, outras, como nunca devemos ser.

‘Fazemos todo o possível para ficar longe delas, mas nem sempre conseguimos.
Elas podem fazer parte das nossas famílias, do nosso grupo de colegas de trabalho ou até mesmo do nosso círculo de amizades’, analisa a escritora Luiza Fletcher.

Pois é, todas são exemplos, bons e ruins, e precisamos aprender a enxergá-las dessa maneira.
Assim, poderemos admirar as companhias boas, sem inveja, e conviver com as companhias tóxicas.

Tudo isso levanta a questão do que exatamente queremos dizer.
Bem, eu aprendi algumas coisas sobre mim mesmo, ou seja . .

Já que não tenho o dom de modificar uma pessoa, vou modificar aquilo que eu posso: o meu jeito de olhar para ela. – Padre Fábio de Melo