terça-feira, 3 de março de 2020

CICATRIZES EMOCIONAIS

Uma experiência de vida que deixa marcas em uma pessoa de maneira duradoura.
Cicatrizes emocionais são sinais ou vestígios de um dano, lembranças, como um carimbo, uma impressão duradoura de um golpe, moral ou psicológico.
Sim, algumas cicatrizes podem desaparecer com uma cirurgia, porém, nunca desaparecendo o trauma em outras.

Feridas emocionais não podem ser vistas e às vezes elas nunca cicatrizam.
Pois é, o curioso sobre cicatrizes é que elas sempre estão lá, não significam que curaram.
Por conseguinte, só porque você não pode ver as minhas cicatrizes, isso não significa que eu nunca tenha sido ferido.

Carrego comigo algumas cicatrizes deixando um travo de tristeza na alma.
É que a dor não é física, não é aparente, vai além de tudo isso, é um corte de navalha na alma, que apesar de não sangrar, tem cor do sabor amargo de lágrima, e só quem sente é capaz de perceber.

Isto posto, eu não vou me desculpar por fazer o certo. Deveria me sentir culpado por querer relatar as minhas mais tenebrosas feridas? Essas feridas sangram por mais de mil “incisões”, ficaram cicatrizes.
Afinal, Elisabeth Kübler-Ross, psiquiatra, recomenda: ‘abra o seu coração para a sua dor e lhe dê voz, seja conversando ou através da escrita, registrando o que você vê, pensa e sente’.

E sábias são as palavras da psicoterapeuta Nathalia Paccora.
‘Você precisa ser forte. Eu abomino essa frase, repito: você não precisa ser forte, as dores psíquicas não são nitidamente vistas no corpo e você ainda tem que ser forte?
Onde está a compreensão das pessoas que pedem isso para você.
Você não precisa ser forte, você pode sentir raiva, você pode sentir dor, você pode chorar, você pode e deve extenuar todas as dores que estão dentro de você.
Não mascare as suas emoções, não enterre os seus sentimentos, você pode e deve dar vazão à tudo o que está lhe deixando péssimo.
Ou também: o tempo curará as suas feridas. Essa é a maior mentira que sempre nos contam, pois pensam que conseguem iludir a dor; o tempo não cura nada.
A realidade: as feridas emocionais não são curadas com o tempo. E um detalhe: feridas emocionais se cutucadas também inflamam.’

Mas acredite, é interessante como algumas pessoas possuem a receita de cura para as dores alheias, porém, quando se trata de cauterizar as próprias feridas, elas não conseguem se auto medicar.
Já sentenciava William Shakespeare: Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente.
Bem, certas feridas deixam cicatrizes que podem levar uma eternidade para desaparecer, então fica a pergunta: Você tem cicatrizes emocionais?

Disseram que: O tempo cura tudo, não concordo. As feridas permanecem, com o tempo, a mente protegendo sua sanidade, cobre-as com cicatrizes e a dor diminui, mas ela nunca se vai. – Rose Kennedy

O homem possui enfermidades que não cicatrizam. – Santo Agostinho, no Livro XI, Confissões

As feridas geradas no círculo familiar causam traumas e vazios que nem sempre conseguimos reparar. – Fabíola Simões

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

O FIM É O COMEÇO, E O COMEÇO É O FIM

Quando uma história termina sem final.
Quando essa história começou, prometi proseguir em um intento, não desistir, o que eu não sabia era que a história me tomaria enquanto buscava as respostas.
Esse caso me levou, a lugares que eu não imaginava e me fez questionar tudo.

Eu quis aproveitar para discutir assuntos sérios, temas incômodos, com mais clareza do que estes costumam ter.
A opção escolhida foi colocar o dedo diretamente na ferida e mostrar problemas que afligem a muitos de nós.

Embarcando fundo nesse nesse cenário, revelando como essa trama começa, como se mantém e quais foram suas consequências.
E para o entendermos melhor, tivemos de retroagir um pouco no tempo.
Então resolvi começar pelo início do fim, sobre como uma mudança de enderêço pode impactar nossas vidas.

Agora, partindo da proposta da Vanessa da Mata para que se ‘analise o que tinha antes e agora, e agradeça pelas melhoras que teve’, passamos pelo enredo.
E o narrador é um narrador personagem: Ele tinha um cantinho, um refúgio, que foi subtraído, sem motivo e aviso e as coisas que haviam nele também foram dadas.
Em troca as coisas dele foram substituídas por migalhas, migalhas que em uma noite devastadora também foram usurpadas.

O que acontece dali em diante é o esmagamento da razão.
É, ele perdeu esse barco no dia daquela mudança, tudo - não só coisas materiais - foi tirado dele.

Para muitos, esta seria uma vida boa, mas para o protagonista seguir com esta vida do jeito que ela é, resultou em sofrimento psíquico.
Mudar para lá, viver aquela vida, finalmente ele entendeu tudo o que perdeu.

E tudo isso por causa de uma pessoa, essa situação é por causa das escolhas erradas que essa pessoa fez.
Pois é, lembre-se, uma escolha pode mudar uma vida.

O mais assustador é que essa pessoa realmente pensa que fez a coisa certa.
Quando confrontada não reconheceu seus erros, no fundo, não tem um pingo de arrependimento, isso é abominável.

Sabe, infelizmente, grande parte das pessoas não entende os problemas emocionais pelos quais muitos de nós passamos.
Então, se começar foi fácil, difícil vai ser parar, não vou parar de maneira alguma até que esteja terminado.
Bem, seja como for, termina mas não acaba.

O fim é apenas o começo da explicação do início. – Otávio M. Rossi

domingo, 9 de fevereiro de 2020

TODOS NÓS SOMOS EXEMPLOS, ESCOLHA QUAL VOCÊ PREFERE SER, BOM OU RUIM

Sobre todos aqueles que encontramos no nosso caminho.
Todas as pessoas que estão ao nosso redor são exemplos e impactam nossas vidas de uma determinada maneira.
Algumas são bons exemplos, ensinam-nos valores, nos mostram como agir, outras, como nunca devemos ser.

‘Fazemos todo o possível para ficar longe delas, mas nem sempre conseguimos.
Elas podem fazer parte das nossas famílias, do nosso grupo de colegas de trabalho ou até mesmo do nosso círculo de amizades’, analisa a escritora Luiza Fletcher.

Pois é, todas são exemplos, bons e ruins, e precisamos aprender a enxergá-las dessa maneira.
Assim, poderemos admirar as companhias boas, sem inveja, e conviver com as companhias tóxicas.

Tudo isso levanta a questão do que exatamente queremos dizer.
Bem, eu aprendi algumas coisas sobre mim mesmo, ou seja . .

Já que não tenho o dom de modificar uma pessoa, vou modificar aquilo que eu posso: o meu jeito de olhar para ela. – Padre Fábio de Melo

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

FICA DIFÍCIL NÃO OLHAR PARA TRÁS, SABENDO QUE VOCÊ ESTÁ LÁ

Um contínuo olhar para trás.
Voltar no passado é diferente de voltar no tempo.
O passado está relacionado com acontecimentos, eventos, mas o tempo não, ele sempre está lá, como um oceano que nos envolve.

Sabe, eu tive uma vida inteira para pensar nas dores que sofri.
Eu nunca quero esquecer, é assim que nos perdemos.

O olhar para trás não é-nos proíbido, é-nos necessário, imperioso até.
Um escritor não foge de suas obstinações, nos ensina Camus.
Elas retornam, continuamente, em suas narrativas.
E, no caso específico da literatura, não seria esta a sua essência?

Bem, esses fragmentos debruçam-se sobre a dor, a perda e a impossibilidade de deixar o passado para trás.
Um exercício de introspecção e auto-análise.

Uma reflexão sóbria e bastante amarga que se poderia definir aqui como a obstinação de não negar o problema, reconhecê-lo e refletir sobre suas causas e consequências.
Sim, vou continuar tentando voltar ao passado em uma crônica futura.

Um olhar para trás vale mais que um olhar para frente. – Arquimedes

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

‘POR QUE NÃO ME SINTO BEM NA MINHA CASA?’

O quanto a casa afeta sua vida.
Embora algumas pessoas considerem uma simples superstição, terapeutas garantem que as más energias existem e podem comprometer a qualidade do ambiente em que você vive.
Franco Guizzetti explica: ‘é muito comum pessoas sentirem energias estranhas ou incomôdas nos ambientes, há uma troca de energias da pessoa com a do ambiente.
Fica fácil entender quando usamos o termo "memória de parede", ou seja, quando habitamos um imóvel, tudo que se passa ali - palavras, gestos, pensamentos bons ou ruins - fica registrado nas paredes do imóvel’, acrescenta.

Sim, muitos sentem o astral sufocante, um fardo pesado, uma sensação que nada vai para frente ou que tudo dá errado.
Os mais sensíveis, sentem muita angústia, medo e pavor.
Toda essa sensação ruim, nada mais é do que energia negativa ou em desequilíbrio existente no interior do imóvel, que afeta nossa energia pessoal, emocional, mental e até a saúde física em muitos casos, afirmam.

O terapeuta conta o caso de Anna, que fez a pergunta acima, e disse que a questão se referia aos problemas por ela relatados em relação a morar na casa do pai.
A avaliação dele foi que: ‘se seu pai tende a anular a sua liberdade, privacidade e individualidade na casa, então a casa tem a energia dele e não a sua.

Dessa maneira, você vai mesmo se sentir mal neste ambiente, uma "estranha no ninho".
Não irá se sentir bem, porque você não mora na sua casa, só predomina a energia dele, não há sua energia.

Há um jeito de resolver esta situação, colocar sua energia na casa também.
Você terá que brigar pelo seu espaço, terá que começar a impor sua opinião e energia na casa, ela terá que ter a energia dos dois.

Veja, não estou dizendo para declarar guerra, estou aconselhando a conversar com o ele e, juntos, decidirem como será a convivência na casa.
E uma dica: tome posse da casa, diga para todos e, principalmente para você mesma, que a casa também é sua.
Este é um dos principais problemas que aparece em minhas consultorias, as pessoas não tomam posse do que é delas’, conclui ele.

Bem, nossa casa deveria ser o melhor lugar do mundo, aquele lugar que a gente ama ficar, passar as horas, receber os amigos, mas, existem vezes que a energia pode ficar pesada por algum motivo e se materializa em uma sensação ruim, alertam.
Acreditem, eu sei muito bem o que é isso, é a relação da residência - somada a outros fatores - e as marcas deixadas por esse contato em cada um de nós, ao longo de nossas vidas.
É como o psicólogo do site MundoPsicologos respondendo a uma mulher de vinte e cinco anos, compartilha nossa perspectiva: ‘nossa, que difícil, imagino o quanto é desagradável estar em casa, justo onde devemos nos sentir confortáveis e acolhidos’.

Sem dúvida, existem lugares que trazem consigo uma atmosfera de bondade e santidade, também pode-se dizer que algumas casas nascem más. – Shirley Jackson