sábado, 2 de fevereiro de 2019

O QUE É RELACIONAMENTO ABUSIVO? NÓS EXPLICAMOS PRA VOCÊ

Reflexão crítica, uma tomada de consciência.
O psicólogo clinico Seth Meyers, em um de seus artigos, fala sobre mães que, com seu comportamento, arruínam a vida dos filhos.
'Para começar, você precisa aceitar alguns fatos importantes.
As relações tóxicas se assemelham a doenças crônicas: é improvável que elas possam ser “curadas”.

As mães controladoras consideram seus filhos como sua propriedade pessoal, esse vínculo tóxico possui sérias implicações.
Elas são geradoras de neurose, por isso sempre surgem dúvidas na mente do homem adulto.
Não é fácil aceitar que sobre ele recai o peso de uma mãe controladora, abusiva e manipuladora.

Talvez a sombra de teorias, como a de Freud sobre o complexo de Édipo, tenha contribuído para isso, preferindo colocar em foco o vínculo entre pai e filho.
Portanto, precisamos de estudos mais profundos que nos forneçam uma descrição mais realista dessas situações negligenciadas por nossa sociedade.

Sabemos também que os homens são menos propensos a procurar ajuda e, portanto, recorrer à terapia.
Assim, os filhos adultos de mães controladoras são um grupo populacional que demanda ajuda específica e nossa responsabilidade como sociedade é facilitá-la.

A relação de um homem com sua mãe é importante para construir sua identidade e o modo como interage com os outros.
A sombra de uma mãe controladora ou abusiva pode ter sérias implicações quando se trata de alcançar sua independência e felicidade.
Por fim, fugir de relações tóxicas é difícil, mesmo para filhos adultos, que moram sozinhos.’

Então, a melhor maneira de lidar com o problema é ampliar seus conhecimentos, compreender o que está errado, reformular suas convicções, rever seus conceitos, abrir sua mente e considerar os relatos reais sobre (como as atitudes abomináveis dessa senhora aqui por exemplo, saiba mais em SOBREVIVENDO NO INFERNO).

Nada fixa alguma coisa tão intensamente na memória como o desejo de esquecê-la. – Michel de Montaigne

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

‘RELAÇÃO MÃE E FILHA: DELICADA E CHEIA DE TABUS’

Sofrimento emocional nessas relações.
É a psicóloga Henriette Lazaridis quem esclarece: ‘O tema ainda é tabu, pois vai contra todas as regras sociais e éticas de que as mães devem amar suas filhas incondicionalmente.
Mas esta relação ideal está muito distante das relações reais que vivenciamos por aí.
O que é preciso é desidealizar essa relação mãe e filha, esse é o caminho para resolver essas questões.

O livro A Relação Mãe e Filha, de Malvine Zalcberg, vai fundo nessa questão através da relação da mulher com sua mãe.
Sob o viés das teorias freudianas e lacanianas, a autora discorre inclusive sobre a obscuridade dessa relação na literatura.
Enquanto a relação mãe e filho homem possui um arquétipo claro como o do Édipo, o que mais se aproxima desse lado tabu da relação mãe e filha são as madrastas dos contos de fada.

Mas o que pode levar mães a tamanhas aberrações na relação com suas filhas?
Como toda mãe é ser humano, sentimentos poucos nobres também emergem.

Acredito que as causas têm raízes também na formação de nossa cultura de definição de comportamentos pelo gênero.
Esses e outros inúmeros aspectos estão presentes na vivência de todas as mulheres, felizmente, atualmente algumas delas se deram conta disso e estão fazendo movimentos para resgatar a sororidade (união e aliança entre mulheres em várias dimensões da vida, baseado na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum) feminina.’

Bem, o mundo dos relacionamentos também não é confiável para filhos, a solidão me faz bem, assim me "protejo" das atitudes abomináveis – o relato está em SOBREVIVENDO NO INFERNO – dessa senhora aqui.
E apesar de ainda haver muitos mitos relacionados à maternidade, a conscientização permite que a relação abusiva seja difundida e a desinformação comece a se tornar coisa do passado.

O passado não se pode curar. – Rainha Isabel I

domingo, 27 de janeiro de 2019

‘A SANTIFICAÇÃO DA MATERNIDADE E AS MÃES ABUSIVAS’

‘A romantização e a banalização de relacionamentos abusivos entre mães e filhos.’
‘Tem um bom tempo que quero escrever sobre isso, e já me meti em tretas por conta deste tema, mesmo tendo a minha vivência (tensa) nele.
Sou Jo Jo, Mãe, feminista e ativista social, eu luto contra a romantização da maternidade.

O meu texto é sobre pessoas que não sabem a diferença entre ser abusivo e ser difícil, é sobre pessoas mimadas que levam um “não” e acham que os pais têm obrigação de acatar suas vontades.
Eu vejo pessoas reclamando de mães que são abusivas, mas o conceito de abuso que algumas pessoas têm é um tanto deturpado, entende?
Estão confundindo o ser abusivo com o fato de uma pessoa não estar fazendo o que querem e como querem, e a ferida pega nesse ponto.

Vejo muitas pessoas em círculos de amigos e grupos no Facebook reclamando dos pais, algumas delas os nomeiam abusivos, isso pode ser complicado.
Pesquisando sobre o tema, encontrei vídeos de meninas contando sobre o quanto os pais são desagradáveis.
E a maioria dos comentários é de adolescentes que compram essa ideia e fazem como muitos adultos, reproduzem o discurso do abuso, deturpando o real significado do ser tóxico.

Para finalizar, devemos tomar cuidado com o que reproduzimos, porque, como dito, acabamos banalizando e romantizando a vivência de algumas pessoas que realmente passam por uma situação de abuso.
Existem muitas pessoas que passam muitos apuros com pais tóxicos, pessoas que têm traumas reais, pessoas que precisam de ajuda.

A minha dica neste caso, é tentar a libertação emocional, pois a principal prática é o abuso psicológico.
Vamos entender então o que pode ser caracterizado como abuso psicológico: depreciar a criança ou adulto; causar-lhe sofrimento mental; negligência ou abandono; bloquear seus esforços de autoestima.

Procure entender a diferença entre mães abusivas e mães difíceis de lidar.
Abuso é coisa séria.’

Afinal, me pergunto se realmente não sabem do que nós estamos falando. Estamos falando de genitoras que cometem abusos (vide as atitudes abomináveis dessa senhora aqui por exemplo, saiba mais em SOBREVIVENDO NO INFERNO).

A aflição vem de dentro de nós, não nos deixa tristes, mas acalma; para que não nos tornemos tristes, mas sim sábios. – H.G. Wells

domingo, 20 de janeiro de 2019

‘FILHAS DE MÃES SEM AMOR: FERIDAS COMUNS’

Feridas abertas.
Por Peg Streep, renomada escritora e colunista de grandes periódicos da área da psicologia como o Psych Central e Psychology Today.

‘Durante os anos em que pesquisei e escrevi o livro Mães Malvadas, eu falei com outras mulheres sobre as nossas experiências em comum.
Mas agora não é uma pesquisa científica, eu não escrevo como psicóloga ou terapeuta, mas como uma companheira de viagem.

Os mitos da maternidade, que retratam todas as mães como amorosas, só servem para isolar as filhas não amadas.
Grande parte disso tem a ver com tudo o que você ouviu e internalizou.

Essa descoberta aumenta a mágoa e as feridas, mas não se resume a isso.
O ponto chave é o entendimento que a única pessoa que supostamente te amaria incondicionalmente, não a ama.
A luta para lidar com isso é poderosa, ela afeta muitas, se não todas as partes do self, aquilo que define a pessoa na sua individualidade, isto é, ocupa a posição central da psique e, portanto, do destino do indivíduo e também à área de conexão emocional.

E sim, a história de cada mulher é diferente; talvez o que há de comum é a descoberta de que não estamos sozinhas, que não somos as únicas que tiveram mães incapazes de nos amar.
A consciência disso tudo é o primeiro passo para a cura.’

Tudo o que há de comum aqui entre as filhas é comum também para filhos, e com o passar de tanto tempo, sinto que a cada dia minha ferida cresce e a dor aumenta, motivadas pelo impacto das atitudes abomináveis dessa senhora aqui (o relato está em SOBREVIVENDO NO INFERNO).

Eu sempre digo que não há amor incondicional de mães, não existe, é somente um ditado mentiroso de uma sociedade hipócrita, somente quem nasce de uma mãe cruel e fria, entende o que é ser insegura neste mundo. – Mônica de Paula Silva

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

'MÃES AGRESSIVAS, NEGLIGENTES, QUE ABUSAM DAS FILHAS, OU QUE NÃO SABEM MOSTRAR AMOR’

'A crueldade velada e falta de amparo nas relações mãe e filha.’
A Revista Da Mulher, versão brasileira do Journal Des Femmes, o maior site feminino da França, publicou esse artigo aqui mencionado, é esclarecedor.

'Livros, documentários e filmes, debatem um lado perverso da maternidade.
A relação mãe e filha é mostrada de um ângulo bem distante do mito do amor incondicional no filme Como Nossos Pais, por exemplo.

A protagonista enfrenta uma mãe dotada de um excesso de crítica, e até de uma certa crueldade.
No longa, a personagem pode ser uma alegoria, mas fora das telas, está longe de ser apenas ficção.

Existe essa crueldade, mas se eu disser isso a uma mãe, ela não só vai negar, como vai cortar relações comigo.’
Afirmou a psicanalista Dóris Zuniga Janoni no editorial Comportamento e Filhos.

Ainda temos o parecer da psicóloga Rafaella Bergamini Bastos no artigo.
'Ela também defende que realmente existe, sim, essa crueldade e mesmo não ocorrendo de forma consciente, são traduzidas em atitudes e comportamentos que podem agredir ou minar relações.’

Como dito acima, o amor de uma mãe nem sempre é incondicional, e existe essa crueldade, as atitudes abomináveis dessa senhora aqui comprovam isso (saiba mais em SOBREVIVENDO NO INFERNO).

Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: Não há suficientes mães más. – Carlos Hecktheur, médico psiquiatra.